O Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo, celebrado em 10 de março, é um convite para refletirmos sobre um hábito silencioso que impacta diretamente a saúde: passar muitas horas sentado e se movimentar pouco ao longo do dia.

Nos últimos anos, pesquisas e buscas na internet mostram um aumento significativo de dúvidas como “sedentarismo faz mal para circulação?”, “ficar muito tempo sentado causa varizes?” e “como melhorar a circulação das pernas naturalmente”.

O que é sedentarismo e por que ele preocupa médicos?

O sedentarismo é caracterizado por níveis insuficientes de atividade física no dia a dia. Em termos simples, significa passar a maior parte do tempo sentado ou com pouco movimento corporal.

Hoje, muitas pessoas pesquisam no Google:

  • “o que o sedentarismo causa no corpo”
  • “sedentarismo prejudica a circulação”
  • “ficar muito tempo sentado faz mal para as pernas”

A resposta é clara: a falta de movimento impacta diretamente o sistema circulatório, especialmente o funcionamento das veias das pernas.

Isso acontece porque a circulação venosa depende muito da chamada “bomba muscular da panturrilha” — um mecanismo natural em que a contração dos músculos das pernas ajuda o sangue a retornar ao coração.

Quando o corpo permanece parado por muitas horas, essa bomba muscular funciona menos, dificultando o retorno venoso.

Essas perguntas não surgem por acaso. A rotina moderna — marcada por longas jornadas de trabalho, uso intenso de telas e pouco tempo para atividades físicas — tem contribuído para o aumento de problemas circulatórios, especialmente nas pernas.

Neste artigo, vamos entender qual é a relação entre sedentarismo e saúde vascular, quais são os sinais de alerta e como pequenas mudanças de hábito podem proteger a circulação ao longo da vida.

Sedentarismo pode causar má circulação nas pernas?

Sim. Um estilo de vida sedentário está diretamente associado a alterações circulatórias.

Entre as condições mais comuns relacionadas à falta de movimento estão:

  • má circulação nas pernas
  • insuficiência venosa
  • varizes
  • inchaço nos pés e tornozelos
  • sensação de peso e cansaço nas pernas

Não é raro que pacientes pesquisem frases como:

  • “sedentarismo causa varizes?”
  • “por que minhas pernas ficam inchadas no fim do dia?”
  • “como melhorar a circulação das pernas?”

Em muitos casos, o problema começa justamente com longos períodos sentado ou em pé sem movimentação adequada.

Profissionais que trabalham em escritórios, passam horas dirigindo ou permanecem muito tempo diante do computador podem sentir esses sintomas com mais frequência.

Quais são os primeiros sinais de que a circulação pode estar comprometida?

Alguns sintomas costumam aparecer gradualmente e muitas vezes são ignorados no início.

Entre os sinais mais comuns estão:

  • inchaço nas pernas no final do dia
  • sensação de peso ou cansaço nas pernas
  • formigamento ou dormência
  • câimbras noturnas
  • aparecimento de vasinhos ou varizes
  • sensação de pernas quentes ou latejantes

Esses sintomas costumam levar muitas pessoas a pesquisar termos como “sintomas de má circulação nas pernas” ou “como saber se minha circulação está ruim”.

A avaliação vascular é fundamental para identificar se esses sinais estão relacionados a alterações no sistema venoso.

A relação entre sedentarismo, varizes e trombose

A falta de movimento também pode aumentar o risco de condições mais importantes, como trombose venosa.

Situações em que o corpo permanece imóvel por longos períodos — como viagens prolongadas, longas jornadas de trabalho sentado ou recuperação após cirurgias — podem favorecer a formação de coágulos nas veias.

Por isso, termos como “sedentarismo aumenta risco de trombose” e “ficar muito tempo sentado pode causar trombose” estão entre as pesquisas frequentes relacionadas ao tema.

Embora o risco varie de pessoa para pessoa, manter o corpo em movimento é uma das medidas mais importantes para preservar a saúde vascular.

Como melhorar a circulação e evitar os efeitos do sedentarismo?

A boa notícia é que pequenas mudanças de hábito podem ter um impacto significativo na circulação.

Algumas recomendações incluem:

✔ caminhar regularmente
✔ evitar permanecer sentado por muitas horas seguidas
✔ levantar-se e movimentar as pernas ao longo do dia
✔ manter um peso saudável
✔ praticar atividades físicas regularmente
✔ manter acompanhamento médico quando necessário

Muitas pessoas também pesquisam “qual o melhor exercício para melhorar a circulação das pernas”. Caminhadas, exercícios de fortalecimento da panturrilha e atividades aeróbicas costumam ser excelentes aliados para estimular o retorno venoso.

Cuidar da circulação é investir na sua qualidade de vida

A saúde vascular está diretamente ligada à forma como vivemos nossa rotina.

O combate ao sedentarismo não está apenas relacionado à estética ou ao condicionamento físico — ele é uma estratégia essencial para prevenir problemas circulatórios, preservar a saúde das pernas e manter qualidade de vida ao longo dos anos.

Se sintomas como inchaço frequente, sensação de peso nas pernas ou aparecimento de varizes já fazem parte da sua rotina, uma avaliação especializada pode ajudar a compreender as causas e orientar os melhores cuidados.

No meu consultório cada paciente é avaliado de forma individualizada, com foco na prevenção, diagnóstico precoce e tratamentos modernos para doenças vasculares.

✨ Se você busca um cuidado atento com sua circulação ou deseja entender melhor sintomas como inchaço nas pernas, varizes ou cansaço ao final do dia, agende uma consulta comigo.

Cuidar da circulação hoje é uma forma de preservar sua saúde e bem-estar no futuro.

Dra. Nelise Marvulo
Cirurgia Vascular e Ecografia Vascular
Atendimento no Jardim Paulista (Jardins) – SP ou por telemedicina

Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.