Uma das maiores preocupações de quem pesquisa por tratamento de varizes é a dor e o tempo de recuperação. Essa dúvida é absolutamente legítima — e também uma das que mais escuto no consultório, especialmente de pacientes que vivem a rotina intensa de São Paulo e não podem se afastar por longos períodos.

Sou a Dra. Nelise Marvulo, cirurgiã vascular, atuo na região do Jardins-SP, e quero te explicar com clareza se o tratamento de varizes dói, como funciona o pós-procedimento e o que você pode esperar das técnicas modernas disponíveis hoje.

O tratamento de varizes dói?
Na maioria dos casos, não.

Os tratamentos atuais para varizes evoluíram muito e são, em sua grande parte, minimamente invasivos, realizados com anestesia local e excelente tolerância.
Procedimentos como laser e escleroterapia costumam causar apenas desconforto leve e transitório, que é bem diferente da dor intensa que muitas pessoas imaginam.
Cada paciente tem uma sensibilidade diferente, e é exatamente por isso que a avaliação individualizada é tão importante.

Por que ainda existe medo do tratamento de varizes?
Esse receio normalmente vem de experiências antigas ou relatos de procedimentos mais invasivos, realizados há muitos anos. Hoje, a realidade é outra.
Atualmente, conseguimos tratar varizes com técnicas que oferecem:
• Menor trauma aos tecidos
• Menos dor durante e após o procedimento
• Recuperação mais rápida
• Retorno precoce às atividades do dia a dia
Essa evolução permite que o tratamento de varizes sem cirurgia tradicional seja uma opção real para grande parte das pacientes.

Como é a recuperação após o tratamento de varizes?
Na maioria dos casos, a recuperação é tranquila e rápida. Muitas pacientes conseguem retomar suas atividades no mesmo dia ou no dia seguinte, com algumas orientações simples.
O pós-procedimento pode incluir:
• Uso de meia de compressão por período orientado
• Evitar exercícios de alto impacto por alguns dias
• Caminhadas leves para estimular a circulação
• Acompanhamento médico para avaliar a evolução
Tudo é explicado com clareza antes do tratamento, para que você se sinta segura e confiante em cada etapa.

Vou precisar me afastar do trabalho?
Na grande maioria dos casos, não é necessário afastamento prolongado.
Esse é um ponto muito importante para pacientes que buscam tratamento de varizes no Jardim Paulista, conciliando saúde, estética e rotina profissional.
A possibilidade de retorno rápido às atividades é um dos grandes diferenciais das técnicas modernas — quando bem indicadas.

A dor e a recuperação dependem do tipo de variz?
Sim. O grau de desconforto e o tempo de recuperação estão diretamente relacionados a fatores como:
• Tipo e calibre das veias tratadas
• Técnica utilizada
• Quantidade de veias comprometidas
• Condição clínica individual
Por isso, reforço: não existe um único padrão de tratamento, e sim um plano personalizado para cada paciente.

Avaliação vascular: segurança desde o início
Antes de qualquer procedimento, realizo uma avaliação vascular completa com ultrassom Doppler, que me permite indicar o tratamento mais adequado e seguro para o seu caso.
Esse cuidado reduz riscos, melhora os resultados e torna todo o processo mais confortável — do início ao fim.

Se você tem receio em relação à dor ou à recuperação, a avaliação é o momento ideal para esclarecer todas as dúvidas com tranquilidade.

Me envie uma mensagem pelo botão abaixo e vamos conversar sobre a sua saúde circulatória.

Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.