Categoria: Cirurgia Vascular
Autora: Dra. Nelise Marvulo – CRM-SP 129.367 – RQE 46207 | 462071 | Cirurgiã Vascular e Ecografista Vascular

Você engravidou e começou a notar aquelas linhas finas avermelhadas, roxas ou azuladas aparecendo nas pernas? Ou os vasinhos que você já tinha ficaram mais evidentes e se espalharam? Saiba que você não está sozinha — o surgimento de vasinhos nas pernas durante a gestação é um dos sintomas vasculares mais comuns da gravidez, e afeta entre 30% e 40% das gestantes, especialmente a partir do segundo trimestre.

 A boa notícia é que existem formas seguras de aliviar os sintomas durante a gravidez. A menos boa é que o tratamento definitivo precisa esperar o pós-parto. Mas entender o que está acontecendo com o seu corpo já é o primeiro passo para tomar as decisões certas.

Neste artigo, a Dra. Nelise Marvulo, cirurgiã vascular e ecografista vascular com consultório nos Jardins, em São Paulo, responde às principais dúvidas de gestantes sobre vasinhos nas pernas: por que aparecem, se são perigosos, o que pode ser feito durante a gravidez e quando tratar definitivamente após o parto.


Por que surgem vasinhos nas pernas durante a gravidez?

A gravidez cria, ao mesmo tempo, três condições que favorecem o aparecimento de vasinhos e varizes nas pernas:

  1. Aumento do volume sanguíneo

Durante a gestação, o volume de sangue que circula pelo corpo aumenta entre 40% e 50%. Esse acréscimo significativo sobrecarrega as veias — que precisam trabalhar mais para devolver todo esse sangue ao coração. Veias que já tinham alguma fragilidade na parede acabam se dilatando sob essa pressão maior.

  1. Ação hormonal — especialmente da progesterona

A progesterona, que aumenta muito durante a gestação, relaxa a musculatura lisa das paredes venosas. Isso significa que as veias ficam mais flácidas, menos resistentes à dilatação e mais propensas ao refluxo. O estrogênio também contribui para essa fragilidade vascular.

  1. Compressão do útero sobre as veias pélvicas

À medida que o bebê cresce, o útero comprime as veias ilíacas e a veia cava inferior — as grandes vias de retorno do sangue das pernas ao coração. Esse “bloqueio parcial” aumenta a pressão dentro das veias dos membros inferiores, favorecendo a dilatação dos vasos menores e o aparecimento de vasinhos.

Esses três fatores atuam juntos e de forma progressiva — o que explica por que os vasinhos tendem a aparecer ou piorar principalmente a partir do segundo trimestre, quando o útero já tem volume suficiente para comprimir os vasos pélvicos e os níveis hormonais estão mais elevados.

Predisposição genética conta muito: Mulheres com histórico familiar de varizes e vasinhos têm muito mais chance de desenvolvê-los na gestação. Se sua mãe ou avó tiveram esse problema durante a gravidez, fique atenta.


Vasinhos na gestação são perigosos?

Na grande maioria dos casos, os vasinhos que surgem durante a gestação são uma condição benigna — desconfortável esteticamente e às vezes sintomática, mas sem risco direto para a mãe ou o bebê.

No entanto, a presença de vasinhos durante a gravidez merece atenção médica por alguns motivos importantes:

  • Podem indicar insuficiência venosa subjacente — o eco Doppler pode revelar refluxo nas veias safenas que precisa de acompanhamento.
  • Podem evoluir para varizes mais significativas sem acompanhamento adequado.
  • Podem sangrar — vasinhos muito superficiais nos tornozelos podem sangrar após pequenos traumas.

Atenção especial: procure avaliação com urgência se perceber inchaço súbito e assimétrico em uma das pernas, dor intensa na panturrilha, vermelhidão e calor ao longo de uma veia ou falta de ar sem causa aparente. Esses podem ser sinais de trombose venosa profunda — que ocorre com frequência até 5 vezes maior na gestação.


Quais são os sintomas associados?

Além dos vasinhos visíveis, muitas gestantes relatam sintomas que indicam que a circulação das pernas está sobrecarregada:

  • Pernas pesadas e cansadas, especialmente ao final do dia e após longos períodos em pé
  • Inchaço nos tornozelos e pés que piora ao longo do dia e melhora com repouso
  • Ardência ou formigamento ao redor dos vasinhos
  • Cãibras noturnas nas panturrilhas — muito comuns no segundo e terceiro trimestres
  • Coceira na pele sobre os vasinhos ou varizes
  • Sensação de calor nas pernas

Os vasinhos somem depois do parto?

Essa é a pergunta que toda gestante faz — e a resposta precisa ser honesta:

Alguns melhoram. Raramente somem completamente.

Após o parto, o volume sanguíneo se normaliza, a compressão do útero desaparece e os níveis hormonais começam a cair. Esse processo leva de 6 a 12 semanas. Durante esse período, é possível observar alguma melhora nos vasinhos mais superficiais e finos.

No entanto, os vasinhos que surgem durante a gestação frequentemente persistem após o parto, porque a fragilidade na parede dos vasos não desaparece espontaneamente, as válvulas venosas podem ter ficado com lesão residual e a predisposição genética permanece — e a próxima gestação tende a agravar o quadro.

A boa notícia: os vasinhos que persistem após o parto têm tratamento eficaz com escleroterapia e laser — com resultado excelente quando feito no momento certo, pelo especialista certo.


O que pode ser feito durante a gravidez?

Embora o tratamento definitivo precise esperar o pós-parto, existem medidas muito eficazes para aliviar os sintomas, prevenir a progressão e proteger a circulação durante a gestação:

Meia elástica de compressão — a principal aliada

A meia de compressão graduada é a intervenção mais eficaz para gestantes com vasinhos e varizes. Ela reduz a pressão nas veias das pernas, melhora o retorno venoso, alivia a sensação de peso e inchaço, previne a progressão e reduz o risco de trombose. Coloque a meia ainda na cama, antes de levantar — quando as pernas estão menos inchadas. Use durante todo o dia.

Elevação das pernas

Descansar com as pernas elevadas acima do nível do coração por 15 a 20 minutos, algumas vezes ao dia, facilita o retorno venoso e reduz o inchaço.

Caminhada regular

A musculatura da panturrilha funciona como uma bomba que empurra o sangue de volta ao coração. Caminhar regularmente — com a orientação do obstetra — é uma das medidas mais eficazes para a circulação.

Mudança de posição frequente

Evite permanecer na mesma posição (em pé ou sentada) por mais de 30 a 60 minutos seguidos. Movimente as pernas e alterne as posições ao longo do dia.

Hidratação adequada

Beber água em quantidade suficiente mantém o sangue mais fluido e facilita a circulação. A desidratação aumenta a viscosidade sanguínea e o risco de trombose.

Evitar calor excessivo

Banhos quentes prolongados, sauna e exposição solar intensa dilatam as veias e podem piorar os vasinhos. Prefira banhos em temperatura morna ou fria.

Dormir preferencialmente sobre o lado esquerdo

Especialmente no terceiro trimestre, deitar sobre o lado esquerdo reduz a compressão da veia cava inferior pelo útero — melhorando o retorno venoso das pernas.


Posso tratar vasinhos durante a gestação?

Não — a escleroterapia e o laser para vasinhos são contraindicados durante toda a gestação.

Por que não tratar durante a gravidez:

  • Os agentes esclerosantes têm potencial de absorção sistêmica e não têm segurança comprovada para o feto
  • O laser intradérmico e o laser endovenoso não foram estudados adequadamente em gestantes
  • O corpo está em transformação constante — tratar vasinhos agora seria trabalhar em um alvo que ainda vai mudar
  • Muitos vasinhos que aparecem na gestação melhoram espontaneamente após o parto

A única exceção são situações de urgência — como sangramento de variz ou flebite extensa — em que o risco-benefício é avaliado individualmente pelo cirurgião vascular em conjunto com o obstetra.


Vasinhos ou varizes? Como diferenciar na gravidez

Durante a gestação, é comum que vasinhos e varizes apareçam ao mesmo tempo. Entenda a diferença:

Característica Vasinhos (Telangiectasias)

Varizes

Tamanho Muito finos (< 1 mm) Maiores (> 1 mm)
Aparência Fios finos em teia, avermelhados ou roxos Cordões azulados, elevados
Localização Superficiais, logo abaixo da pele Mais profundas, podem ficar salientes
Sintomas Ardência leve, estética Peso, dor, inchaço, cãibras
Tratamento Escleroterapia ou laser (pós-parto) Escleroterapia com espuma, laser endovenoso (pós-parto)

Quando tratar após o parto?

Após o nascimento do bebê, é necessário um período de espera antes de iniciar o tratamento dos vasinhos:

Se não estiver amamentando: o tratamento com escleroterapia pode ser iniciado após 4 a 6 semanas do parto.

Se estiver amamentando: a recomendação conservadora é aguardar o término da amamentação. O laser intradérmico pode ser uma alternativa discutida caso a caso.

Para varizes de maior calibre: geralmente indicado após 6 a 8 semanas do parto, com avaliação prévia por eco Doppler para mapear as veias e planejar o tratamento.

O passo mais importante: agendar a consulta vascular pós-parto com eco Doppler para avaliar o que persistiu, identificar eventuais sequelas venosas da gestação e definir o plano de tratamento personalizado.


Vasinhos em cada gravidez: ficam piores?

A resposta honesta é que sim: cada gestação tende a agravar o quadro vascular, especialmente em mulheres com predisposição genética.

Cada gravidez acrescenta um novo ciclo de aumento do volume sanguíneo, ação hormonal sobre as veias e compressão pélvica pelo útero crescente. Com o tempo, esse ciclo repetido vai dilatando progressivamente os vasos, comprometendo as válvulas venosas e aumentando o número e a extensão dos vasinhos e varizes.

Por isso, tratar os vasinhos entre uma gestação e outra — quando há tempo suficiente após o parto e antes da próxima gravidez — é uma estratégia inteligente para evitar que o quadro piore a cada gestação.


Qual médico procurar durante a gestação?

O cuidado vascular durante a gestação é feito pelo cirurgião vascular, em parceria com o obstetra. O cirurgião vascular é o especialista capacitado para:

  • Avaliar clinicamente os vasinhos e varizes e orientar sobre gravidade e riscos
  • Realizar o eco Doppler vascular para investigar insuficiência venosa ou trombose
  • Indicar e ajustar o grau correto de meia elástica de compressão
  • Prescrever anticoagulantes nos casos de trombose confirmada na gestação
  • Planejar o tratamento definitivo para o pós-parto

A Dra. Nelise Marvulo acompanha gestantes com queixas vasculares no consultório nos Jardins, em São Paulo, com eco Doppler integrado à consulta. Também realiza consultas por telemedicina para todo o Brasil e Exterior. A Dra. Nelise não atende convênios, mas fornece toda a documentação necessária para reembolso junto ao plano de saúde da paciente.


Perguntas Frequentes

Em que trimestre os vasinhos aparecem mais?

Os vasinhos e varizes tendem a surgir ou piorar principalmente a partir do segundo trimestre — quando o útero já tem volume suficiente para comprimir as veias pélvicas e os níveis de progesterona estão mais elevados. Mas podem aparecer em qualquer fase da gestação.

Meia elástica é obrigatória para todas as gestantes?

Não é obrigatória para todas, mas é altamente recomendada para gestantes com varizes, vasinhos, pernas pesadas ou inchaço — e para aquelas com fatores de risco elevados. O cirurgião vascular avalia a necessidade e indica o grau correto.

O eco Doppler é seguro durante a gravidez?

Sim. O ultrassom vascular com Doppler não usa radiação ionizante e é completamente seguro para a gestante e para o bebê. É o exame de escolha para avaliação vascular durante a gravidez.

Posso usar pomadas para varizes na gestação?

A maioria dos cremes e pomadas para varizes não tem liberação para uso em gestantes e, por esse motivo, é sempre importante uma consulta com uma cirurgiã vascular, para que ela avalie a indicação e o melhor medicamento que tenha segurança e benefícios comprovados para o caso.

Quanto tempo após o parto devo esperar para tratar os vasinhos?

Para escleroterapia sem amamentação: a partir de 4 a 6 semanas do parto. Se estiver amamentando, a recomendação conservadora é aguardar o término da amamentação. Consulte a Dra. Nelise Marvulo para definir o melhor momento no seu caso.


Cuide da Sua Circulação Durante e Após a Gestação

Os vasinhos da gravidez têm solução — e cuidar da circulação agora, com as medidas adequadas, faz toda a diferença para o resultado no pós-parto. Não deixe para depois o que pode ser acompanhado hoje.

A Dra. Nelise Marvulo é cirurgiã vascular e ecografista vascular, com atendimento especializado para gestantes com queixas vasculares no Jardim Paulista (Jardins), em São Paulo. Realiza eco Doppler vascular integrado à consulta e orienta o melhor plano de cuidados durante a gestação e o tratamento definitivo no pós-parto.


📍 Jardim Paulista (Jardins) – São Paulo, SP

💻 Telemedicina disponível para todo o Brasil e Exterior


Dra. Nelise Marvulo – Cirurgiã Vascular e Ecografista Vascular | CRM-SP 129.367 – RQE 46207 | 462071

As informações deste artigo têm caráter educativo e não substituem a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento devem ser sempre individualizados por um especialista após avaliação clínica.

Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.