Categoria: Cirurgia Vascular | Autora: Dra. Nelise Marvulo – CRM-SP 129.367 – RQE 46207 | 462071 | Cirurgiã Vascular e Ecografista Vascular


“Tenho varizes — devo ir ao cirurgião vascular ou ao angiologista?” “Meu médico pediu para eu ver um especialista em veias, mas não sei qual.” “Cirurgião vascular e angiologista são a mesma coisa?” Essas perguntas aparecem com frequência — e fazem sentido, porque as duas especialidades cuidam do sistema vascular, têm áreas de sobreposição e os próprios pacientes raramente recebem uma explicação clara sobre as diferenças.

Entender essa distinção é mais do que curiosidade: é uma informação prática que pode influenciar diretamente a qualidade do cuidado que você recebe. Para algumas condições, qualquer um dos dois especialistas resolve. Para outras — especialmente as que envolvem cirurgia, eco Doppler ou procedimentos intervencionistas — a escolha faz diferença real.

Neste artigo, a Dra. Nelise Marvulo, cirurgiã vascular e ecografista vascular com consultório nos Jardins, em São Paulo, explica com clareza as diferenças entre cirurgiã vascular e angiologista, o que cada especialidade trata, quando buscar cada uma e por que, no contexto das doenças venosas e vasculares mais comuns, o cirurgião vascular é o especialista de referência.


Índice

  • O que é um cirurgião vascular?
  • O que é um angiologista?
  • Quais são as diferenças entre as duas especialidades?
  • O que o cirurgião vascular trata que o angiologista não trata?
  • O que o angiologista trata?
  • Quando procurar o cirurgião vascular?
  • Quando procurar o angiologista?
  • Eco Doppler: quem realiza?
  • Cirurgião vascular e ecografista vascular: o diferencial da Dra. Nelise Marvulo
  • Perguntas frequentes

O que é um cirurgião vascular? 

O cirurgião vascular é o médico especializado no diagnóstico e tratamento clínico e cirúrgico das doenças que afetam os vasos sanguíneos — veias, artérias e vasos linfáticos — em todo o corpo, exceto os vasos do coração e do cérebro (que são de competência da cirurgia cardíaca e da neurocirurgia, respectivamente).

A formação do cirurgião vascular passa por:

  • Graduação em medicina (6 anos)
  • Residência médica em cirurgia geral (2 anos) — obrigatória como pré-requisito
  • Residência médica em cirurgia vascular (2 a 3 anos) — em serviços credenciados pelo CFM e pela SBACV (Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular)
  • Prova de título de especialista pela SBACV

Essa formação inclui o domínio de procedimentos cirúrgicos — desde cirurgias abertas (safenectomia, endarterectomia, bypass arterial, correção de aneurismas) até procedimentos minimamente invasivos (laser endovenoso, radiofrequência, escleroterapia ecoguiada, angioplastia, stents) e o manejo clínico de todas as doenças vasculares.

O cirurgião vascular é, portanto, o especialista que pode tanto prescrever tratamentos clínicos quanto realizar os procedimentos quando eles se tornam necessários.


O que é um angiologista?

O angiologista é o médico especializado no diagnóstico e tratamento clínico das doenças vasculares — mas sem a habilitação para realizar cirurgias ou procedimentos intervencionistas. Sua formação é:

  • Graduação em medicina (6 anos)
  • Residência médica em angiologia (2 anos) — sem necessidade de residência prévia em cirurgia geral

A angiologia é uma especialidade essencialmente clínica: o angiologista prescreve medicamentos, orienta medidas conservadoras, indica exames e, quando necessário, encaminha para o cirurgião vascular para os procedimentos que requerem intervenção.

É importante notar que, no Brasil, a SBACV representa conjuntamente as duas especialidades — angiologia e cirurgia vascular — reconhecendo sua proximidade e complementaridade. Muitos profissionais têm formação e título nas duas áreas.


Quais são as diferenças entre as duas especialidades?

Característica

Cirurgião Vascular

Angiologista

Formação Cirurgia geral + residência em cirurgia vascular Residência em angiologia (sem cirurgia geral obrigatória)
Realiza cirurgias? Sim — é sua competência central Não
Realiza procedimentos minimamente invasivos? Sim (laser, escleroterapia, stent, angioplastia) Escleroterapia
Realiza eco Doppler? Sim, quando tem habilitação em ecografia vascular Pode realizar, com habilitação específica
Trata clinicamente? Sim — clínico e cirúrgico Sim — essencialmente clínico
Encaminha para cirurgia? Ele mesmo realiza Encaminha para cirurgião vascular
Indicado para Qualquer condição vascular, especialmente as que exigem procedimento Condições vasculares de manejo clínico, prevenção, seguimento

 


O que o cirurgião vascular trata que o angiologista não trata? 

Procedimentos venosos:

  • Laser transdérmico (Nd:YAG) para vasinhos
  • Laser endovenoso (EVLA) para safena insuficiente
  • Radiofrequência endovenosa para varizes
  • Safenectomia (cirurgia convencional de varizes)
  • Microflebectomia
  • Escleroterapia ecoguiada

Procedimentos arteriais:

  • Endarterectomia de carótida (prevenção de AVC)
  • Bypass arterial (pontes para doença arterial periférica)
  • Angioplastia e colocação de stents em artérias periféricas
  • Correção cirúrgica ou endovascular de aneurismas
  • Amputações vasculares (nos casos de isquemia grave)

Acesso vascular:

  • Implante de cateteres e port-a-cath para quimioterapia
  • Fístulas arteriovenosas para hemodiálise

Procedimentos linfáticos:

  • Anastomose linfovenosa microcirúrgica para linfedema
  • Transplante de linfonodos vascularizados

O que o angiologista trata? 

O angiologista atua no manejo clínico das doenças vasculares — diagnóstico, prescrição de medicamentos, orientações de estilo de vida e acompanhamento:

  • Insuficiência venosa crônica (tratamento clínico, prescrição de venotônicos e meias)
  • Trombose venosa profunda e embolia pulmonar (anticoagulação, seguimento)
  • Doença arterial periférica (tratamento clínico, controle de fatores de risco)
  • Linfedema (orientação conservadora)
  • Lipedema (diagnóstico e orientação clínica)
  • Prevenção de trombose em situações de risco (profilaxia)
  • Vasculites e outras doenças inflamatórias dos vasos (acompanhamento)
  • Síndrome de Raynaud e outros distúrbios vasomotores

Quando a condição exige intervenção — cirurgia e laser, por exemplo — o angiologista encaminha para o cirurgião vascular.


Quando procurar o cirurgião vascular?

O cirurgião vascular é a escolha mais completa para a maioria das condições vasculares — porque pode tanto diagnosticar e tratar clinicamente quanto realizar o procedimento quando necessário, sem necessidade de encaminhamento.

Procure o cirurgião vascular quando:

  • Tem varizes visíveis e quer saber se precisa de tratamento e qual é o mais adequado
  • Tem vasinhos nas pernas ou no rosto e quer tratar com escleroterapia ou laser
  • Suspeita ou recebeu diagnóstico de trombose venosa profunda
  • Tem histórico de trombose e está planejando uma viagem longa, cirurgia ou gravidez
  • Apresenta pernas pesadas, inchaço persistente ou manchas escurecidas nos tornozelos
  • Tem diabetes e percebe alterações nos pés (pele fria, feridas, dormência)
  • Recebeu diagnóstico de doença arterial periférica
  • Tem suspeita ou diagnóstico de aneurisma
  • Precisa de avaliação pré-operatória vascular
  • Tem lipedema ou linfedema e quer avaliação com eco Doppler
  • Quer realizar o check-up vascular completo

Quando procurar o angiologista? 

O angiologista é uma boa opção quando a necessidade é essencialmente clínica — seguimento de condição já diagnosticada, controle de fatores de risco ou avaliação inicial sem expectativa imediata de procedimento:

  • Seguimento de insuficiência venosa crônica em tratamento clínico estável
  • Controle de anticoagulação para trombose (embora o cirurgião vascular também realize esse acompanhamento)
  • Avaliação de risco cardiovascular e vascular periférico
  • Orientação sobre prevenção de trombose em pacientes de risco
  • Tratamento de vasculites e síndromes vasomotoras

Na prática, em muitas cidades do Brasil, especialmente fora dos grandes centros, o acesso ao cirurgião vascular pode ser mais limitado — e o angiologista cumpre um papel importante na triagem e no manejo inicial, encaminhando para o cirurgião quando necessário.


Eco Doppler: quem realiza? 

O eco Doppler vascular — o exame mais importante para diagnóstico de varizes, trombose, insuficiência venosa e doenças arteriais periféricas — pode ser realizado por:

  • Cirurgião vascular com habilitação em ecografia vascular (o mais indicado, pois integra exame e consulta)
  • Angiologista com habilitação em ecografia vascular
  • Radiologista ou médico de imagem especializado em ecografia vascular (em clínicas de imagem)

A diferença mais relevante na prática é que, quando o próprio especialista que vai tratar o paciente realiza o eco Doppler, o exame é direcionado clinicamente, interpretado em contexto e integrado imediatamente ao plano terapêutico — sem necessidade de peregrinação entre profissionais.

Quando o eco Doppler é feito em clínica de imagem separada, o laudo chega ao especialista sem o contexto clínico completo — e achados sutis podem ser subestimados ou mal interpretados.


Cirurgião Vascular e Ecografista Vascular: o Diferencial da Dra. Nelise Marvulo 

A Dra. Nelise Marvulo reúne títulos que raramente estão em um único profissional: é cirurgiã vascular (com competência para realizar todos os procedimentos vasculares) e ecografista vascular (com habilitação para realizar e interpretar o eco Doppler).

Isso significa que, em uma única consulta, a paciente:

  • Passa por avaliação clínica completa com cirurgiã vascular
  • Realiza o eco Doppler no próprio consultório, quando indicado
  • Recebe diagnóstico preciso e plano de tratamento na mesma visita
  • Tem o procedimento planejado e executado pelo mesmo especialista que fez o diagnóstico

Esse modelo integrado de cuidado — diagnóstico, exame e tratamento no mesmo lugar e pelo mesmo profissional — é o padrão de qualidade mais elevado em cirurgia vascular, e é o que a Dra. Nelise Marvulo oferece no consultório nos Jardins, em São Paulo.

Além do atendimento presencial, a Dra. Nelise realiza teleconsultas para todo o Brasil e Exterior — permitindo que pacientes em qualquer lugar do país ou do mundo tenham acesso a uma avaliação especializada de qualidade.


Perguntas Frequentes 

Cirurgião vascular e angiologista têm o mesmo CRM?

Sim — todos os médicos, independente da especialidade, têm registro no CRM estadual. O que diferencia é o RQE (Registro de Qualificação de Especialidade), que identifica as especialidades em que o médico tem título reconhecido. A Dra. Nelise Marvulo tem CRM-SP 129.367, com RQE 46207 (cirurgia vascular) e 462071 (ecografia vascular).

Preciso de encaminhamento para consultar com o cirurgião vascular?

Não. Você pode agendar diretamente com o cirurgião vascular, sem necessidade de encaminhamento prévio. Se o seu plano de saúde exigir guia de referência, qualquer outro médico pode fornecê-la.

Qual especialidade cuida melhor de varizes?

O cirurgião vascular é o especialista de referência para varizes — porque pode realizar todos os tratamentos disponíveis (escleroterapia, laser transdérmico, laser endovenoso, radiofrequência, cirurgia) além do diagnóstico clínico e com eco Doppler. O angiologista pode orientar clinicamente mas, para o tratamento, quando mais invasivo, precisará encaminhar.

O cirurgião vascular também trata lipedema e linfedema?

Sim — e é o especialista mais indicado para essas condições, pois frequentemente coexistem com insuficiência venosa, precisam de eco Doppler para diagnóstico diferencial e o manejo inclui prescrição de compressão terapêutica, coordenação do tratamento multidisciplinar e, em casos selecionados, intervenção cirúrgica (lipoaspiração tumescente para lipedema, anastomose linfovenosa para linfedema).

O plano de saúde cobre a consulta com cirurgião vascular?

A cobertura da consulta com cirurgião vascular é obrigatória pelos planos de saúde quando há indicação clínica. A Dra. Nelise Marvulo não atende convênios, mas fornece toda a documentação necessária para reembolso junto ao plano de saúde do paciente — incluindo para consultas presenciais e por telemedicina.

Angiologista pode fazer eco Doppler?

Sim, desde que tenha habilitação específica em ecografia vascular (RQE em ecografia). O que diferencia não é a especialidade, mas sim ter o título de ecografista vascular e realizar o exame integrado à consulta — que é o modelo oferecido pela Dra. Nelise Marvulo.


Cirurgião Vascular: A Escolha Mais Completa Para a Saúde Dos Seus Vasos

Para a grande maioria das condições vasculares — varizes, vasinhos, trombose, insuficiência venosa, lipedema, linfedema, doenças arteriais — o cirurgião vascular é o especialista que oferece o cuidado mais completo: diagnóstico, exame, tratamento clínico e intervenção quando necessário, tudo integrado.

A Dra. Nelise Marvulo é cirurgiã vascular e ecografista vascular, com atendimento individualizado no Jardim Paulista (Jardins), em São Paulo. Oferece diagnóstico preciso com eco Doppler integrado à consulta e tratamento completo de varizes, vasinhos, trombose, lipedema, linfedema e check-up vascular. Atende também por telemedicina para todo o Brasil e Exterior.

A Dra. Nelise não atende convênios, mas fornece toda a documentação necessária para reembolso junto ao plano de saúde do paciente.

📍 Jardim Paulista (Jardins) – São Paulo, SP 💻 Telemedicina disponível para todo o Brasil e Exterior


Dra. Nelise Marvulo – Cirurgiã Vascular e Ecografista Vascular CRM-SP 129.367 – RQE 46207 | 462071

As informações deste artigo têm caráter educativo e não substituem a consulta médica. O diagnóstico e o tratamento devem ser sempre individualizados por um especialista após avaliação clínica.

Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.