Chegar a um diagnóstico e indicar um tratamento são etapas essenciais de qualquer consulta médica. Mas, para muitas pacientes, o que realmente diferencia uma boa experiência de saúde é aquilo que acontece nos detalhes: ser ouvida com atenção, ter suas dúvidas acolhidas, entender cada etapa do processo. É exatamente isso que entendo por cuidado individualizado.

Neste artigo, explico o que esse conceito significa na prática da Cirurgia Vascular, por que ele importa tanto quanto a competência técnica e o que você pode esperar de um acompanhamento pensado dessa forma.


Ser ouvida com atenção, ter suas dúvidas acolhidas, entender cada etapa do processo.

O que é cuidado individualizado em Cirurgia Vascular?

O cuidado individualizado parte de um princípio simples: cada paciente tem uma história, uma rotina e um contexto próprios — e o acompanhamento vascular precisa refletir isso. Não se trata apenas de identificar uma variz, um vasinho ou um sinal de alteração circulatória, mas de compreender como esse sintoma se relaciona com a vida daquela pessoa.

Na prática, o cuidado individualizado envolve:

  • Tempo para ouvir a história clínica completa, sem pressa;
  • Espaço para dúvidas, acolhidas sem julgamento;
  • Explicação clara de cada etapa, do exame físico à eventual indicação de exames complementares;
  • Construção conjunta das decisões, com segurança e transparência;
  • Ausência de condutas padronizadas, já que cada quadro vascular pode exigir uma abordagem diferente.

Por que o cuidado individualizado é tão importante quanto o diagnóstico?

Um diagnóstico preciso é fundamental, mas não é suficiente, isoladamente, para garantir uma boa experiência de cuidado. Duas pacientes podem receber o mesmo diagnóstico — varizes, por exemplo — e, ainda assim, ter necessidades completamente diferentes em relação a como esse cuidado é conduzido: uma pode precisar de mais tempo para entender as opções de tratamento, enquanto outra pode priorizar objetividade e agilidade.

O cuidado individualizado é o que permite reconhecer essas diferenças e adaptar a condução do caso, sem abrir mão do rigor técnico. Medicina que une conhecimento, tecnologia e experiência, sem deixar de lado o respeito e a atenção a cada paciente, é a base de um acompanhamento vascular verdadeiramente completo.


Tecnologia e conhecimento médico ganham ainda mais valor quando aplicados com atenção genuína à pessoa que está sendo atendida.

O que esperar de uma consulta com cuidado individualizado?

Ao buscar uma avaliação vascular pautada pelo cuidado individualizado, é razoável esperar:

  1. Uma escuta atenta sobre sintomas, histórico familiar e rotina;
  2. Explicações claras sobre o que está sendo observado no exame físico;
  3. Espaço para perguntas, sem pressa para encerrar a consulta;
  4. Compreensão sobre a real necessidade — ou não — de exames complementares, como o Doppler vascular;
  5. Segurança para participar das decisões sobre o próprio tratamento.

Esse tipo de acompanhamento não substitui a competência técnica — ele a complementa. Tecnologia e conhecimento médico ganham ainda mais valor quando aplicados com atenção genuína à pessoa que está sendo atendida.


Bom atendimento e se sentir cuidada não são a mesma coisa

É possível receber um atendimento tecnicamente correto e, ainda assim, sair de uma consulta sem a sensação de ter sido verdadeiramente cuidada. O cuidado individualizado busca justamente preencher essa diferença: não apenas responder à queixa apresentada, mas acompanhar a paciente com respeito, carinho e competência em cada etapa do processo.

Você não merece apenas uma consulta bem conduzida do ponto de vista técnico. Merece se sentir cuidada — da recepção à explicação final sobre o seu quadro vascular.


Como o cuidado individualizado se aplica ao acompanhamento vascular?

Da avaliação inicial de vasinhos e varizes ao acompanhamento de quadros mais complexos, como lipedema, linfedema ou histórico de trombose, o cuidado individualizado orienta cada etapa: a forma como o histórico é colhido, como os exames são solicitados e explicados, e como as decisões de tratamento são construídas junto com a paciente — nunca de forma isolada ou padronizada.


Agende sua consulta com cuidado individualizado


Sou a Dra. Nelise Marvulo, cirurgiã vascular e ecografista vascular (CRM-SP 129.367 – RQE 46207 | 462071), com consultório no Jardim Paulista, em São Paulo. Acredito em uma medicina que une conhecimento, tecnologia e experiência, sem deixar de lado o que considero essencial: respeito, carinho e um olhar verdadeiramente individualizado para cada paciente.

Ofereço acompanhamento para varizes, vasinhos, lipedema, linfedema, trombose e check-up vascular, com ecografia vascular com Doppler, além de atendimento por telemedicina — incluindo pacientes que vivem fora do país.

Não trabalho com convênios médicos, mas disponibilizo toda a documentação necessária para que você solicite o reembolso junto ao seu plano de saúde.


O respeito, o carinho e a competência que você merece — em cada etapa do seu acompanhamento vascular. Será um prazer receber você.

Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.