Uma pequena muda pode se transformar em uma árvore frondosa com o tempo e cuidado.

Assim como uma pequena muda pode se transformar em uma árvore frondosa com o tempo, entender como melhorar a circulação nas pernas também começa com hábitos simples, repetidos com constância no dia a dia. Não existe uma mudança única e definitiva capaz de transformar a saúde vascular de uma só vez — o que existe é um conjunto de pequenas atitudes que, somadas ao longo do tempo, fazem diferença real na prevenção de varizes, inchaço e sensação de peso nas pernas.

Neste artigo, reúno hábitos simples que ajudam a entender como melhorar a circulação nas pernas na rotina, além de explicar por que a constância é mais importante do que qualquer mudança pontual e drástica.


Por que pequenos hábitos fazem diferença na circulação?

A circulação venosa das pernas depende, em grande parte, de fatores que se repetem diariamente: tempo em pé ou sentada, nível de movimentação, hidratação e até o tipo de calçado utilizado com mais frequência. Por isso, entender como melhorar a circulação nas pernas não passa por uma solução isolada, mas por ajustes consistentes que, ao longo de semanas e meses, reduzem a sobrecarga sobre o sistema venoso.

Prevenir problemas como varizes, inchaço e sensação de má circulação depende, sobretudo, de constância — pequenas mudanças mantidas ao longo do tempo tendem a ter mais impacto do que ações pontuais e isoladas.


Pequenos hábitos inseridos na rotina diária, podem trazer grandes benefícios à saúde circulatória.

Hábitos que ajudam a melhorar a circulação nas pernas

Entre os hábitos mais recomendados para quem busca entender como melhorar a circulação nas pernas, destacam-se:

  • Movimentar-se regularmente, evitando longos períodos contínuos em pé ou sentada;
  • Ativar a musculatura da panturrilha, já que sua contração participa diretamente do retorno do sangue das pernas até o coração;
  • Elevar as pernas por alguns minutos ao final do dia, especialmente após períodos prolongados de imobilidade;
  • Manter-se bem hidratada, o que favorece a fluidez da circulação;
  • Adotar uma alimentação equilibrada, com atenção ao consumo de sódio, que pode influenciar a retenção de líquido;
  • Alternar o tipo de calçado utilizado, evitando o uso exclusivo de salto alto ou calçados muito apertados por longos períodos;
  • Fazer pausas durante viagens longas, movimentando os pés e tornozelos periodicamente.

Nenhum desses hábitos, isoladamente, substitui uma avaliação vascular quando já existem sintomas ou alterações visíveis. Mas, em conjunto, eles contribuem significativamente para a prevenção de novos problemas circulatórios.


Como melhorar a circulação nas pernas no ambiente de trabalho?

Para quem passa longos períodos sentada, especialmente em home office ou escritório, alguns ajustes específicos ajudam bastante:

  1. Levantar-se a cada 40 a 60 minutos, mesmo que por poucos minutos;
  2. Caminhar um pouco ou alongar as pernas entre uma tarefa e outra;
  3. Evitar cruzar as pernas por longos períodos;
  4. Movimentar os pés e tornozelos mesmo enquanto permanece sentada;
  5. Reservar, quando possível, momentos com as pernas elevadas ao longo do dia.

O objetivo não é transformar o escritório em uma academia, mas lembrar que o corpo não foi feito para permanecer imóvel durante horas — e que pequenas pausas fazem diferença real na circulação.


Hábitos saudáveis previnem, mas não tratam varizes já existentes

É importante fazer uma distinção clara: os hábitos descritos aqui ajudam a compreender como melhorar a circulação nas pernas de forma preventiva, mas não têm o poder de eliminar uma variz ou um vasinho já estabelecido. Quando já existem sinais como veias visíveis, inchaço recorrente ou sensação de peso frequente, o caminho indicado é a avaliação vascular — e não apenas a adoção de novos hábitos.


Quando os hábitos não são mais suficientes?

Alguns sinais indicam que, além dos cuidados diários, vale buscar uma avaliação vascular:

  • Inchaço recorrente nos pés ou tornozelos, mesmo com hábitos saudáveis mantidos;
  • Aumento progressivo de vasinhos ou surgimento de novas varizes;
  • Sensação de peso ou desconforto que persiste apesar das pausas e da movimentação;
  • Histórico familiar de varizes ou trombose.

Nesses casos, os hábitos continuam sendo importantes como parte do cuidado geral, mas passam a ser complementares — e não substitutos — de uma avaliação clínica.


Constância é mais importante do que intensidade

Entender como melhorar a circulação nas pernas não exige mudanças radicais de uma só vez. Pequenas atitudes, mantidas com regularidade, tendem a gerar resultados mais consistentes do que esforços pontuais e intensos. Assim como uma planta precisa de cuidado contínuo para crescer, a saúde vascular também se constrói com constância — dia após dia.


Dra. Nelise Marvulo, cirurgiã vascular e ecografista vascular (CRM-SP 129.367 – RQE 46207 | 462071)

Agende sua avaliação vascular individualizada

Sou a Dra. Nelise Marvulo, cirurgiã vascular e ecografista vascular (CRM-SP 129.367 – RQE 46207 | 462071), com consultório no Jardim Paulista, em São Paulo, onde ofereço tratamento individualizado para varizes, vasinhos, lipedema, linfedema, trombose e check-up vascular, com ecografia vascular com Doppler. Atendo também por telemedicina, incluindo pacientes que vivem fora do país.

Não trabalho com convênios médicos, mas disponibilizo toda a documentação necessária para que você solicite o reembolso junto ao seu plano de saúde.


Você cuida bem da sua saúde circulatória? Se notou algum sinal além dos hábitos do dia a dia, agende sua avaliação vascular individualizada.


 

Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.