A relação entre varizes e autoestima é mais comum do que se imagina, e vai muito além de uma questão puramente estética.

Independência também é poder viver a própria vida sem limitações. É escolher a roupa que quer usar sem pensar primeiro em esconder as pernas. É aceitar um convite para viajar sem que o desconforto seja a primeira preocupação. É caminhar, aproveitar um dia de sol, colocar um vestido, um short, ir à praia — sem deixar que vasinhos, varizes ou sintomas relacionados ao lipedema ocupem mais espaço na vida do que deveriam. A relação entre varizes e autoestima é mais comum do que se imagina, e vai muito além de uma questão puramente estética.

Neste artigo, falo sobre esse impacto emocional, muitas vezes silencioso, que altera escolhas do dia a dia — e sobre como o cuidado individualizado pode devolver a liberdade que faz falta.


Por que existe uma relação entre varizes e autoestima?

Para algumas mulheres, o incômodo com varizes e autoestima vai muito além da estética. Em alguns casos, existe dor, peso, inchaço, sensibilidade e desconforto físico associados às varizes ou ao lipedema. Em outros, existe um incômodo silencioso com a própria imagem, que faz com que determinadas escolhas — uma roupa, uma viagem, um dia de praia — sejam evitadas, mesmo sem que haja um sintoma físico intenso por trás dessa decisão.

Não se trata de buscar pernas “perfeitas” ou de se encaixar em um padrão estético específico. Trata-se de ter liberdade para fazer escolhas sem que a saúde vascular ou o desconforto com as pernas decidam por você.


Varizes e autoestima: decisões pequenas, tomadas quase automaticamente.

De que forma varizes e vasinhos podem limitar o dia a dia?

A relação entre varizes e autoestima costuma se manifestar em decisões pequenas, tomadas quase automaticamente:

  • Escolha de roupas que cobrem as pernas, mesmo em dias quentes;
  • Hesitação em aceitar convites para viagens ou passeios que exijam exposição das pernas;
  • Evitar a praia ou a piscina, mesmo gostando desses ambientes;
  • Desconforto em usar shorts, vestidos ou saias, independentemente da ocasião;
  • Preocupação constante com a forma como as pernas estão sendo observadas por outras pessoas.

Reconhecer esse padrão é importante, porque muitas vezes essas limitações se instalam de forma tão gradual que passam a parecer parte da personalidade — e não uma consequência de um quadro vascular que pode, sim, ser investigado e tratado.


O impacto físico e o impacto emocional caminham juntos

Ao falar sobre varizes e autoestima, é importante lembrar que, para muitas pacientes, o incômodo não é apenas emocional. Sintomas como dor, peso, inchaço e sensibilidade também fazem parte da experiência de conviver com varizes, vasinhos ou lipedema — e merecem ser ouvidos com a mesma atenção dedicada à queixa estética.

Por isso, a avaliação vascular não separa esses dois aspectos: ela busca entender tanto o que está acontecendo na circulação quanto o que aquilo representa na vida da paciente.


O cuidado individualizado como caminho para mais liberdade

A relação entre varizes e autoestima tem, no cuidado individualizado, um caminho possível de transformação. Entender o que está acontecendo com a sua circulação, avaliar os sintomas relatados, ouvir aquilo que incomoda você e, quando houver indicação, construir uma estratégia de tratamento adequada à sua realidade e aos seus objetivos são etapas que caminham juntas.

Esse processo não promete resultados irreais nem padroniza expectativas. Ele parte do que faz sentido para cada paciente — seja aliviar sintomas físicos, seja recuperar a liberdade de fazer escolhas sem que as pernas estejam no centro da decisão.


O que pode ser feito quando as pernas limitam suas escolhas?

Se você reconhece esse padrão na sua rotina, alguns passos ajudam a dar o primeiro passo:

  1. Identifique quais escolhas você tem evitado por causa das pernas;
  2. Observe se existem sintomas físicos associados, como dor, peso ou inchaço;
  3. Reúna suas dúvidas e expectativas antes da consulta;
  4. Procure uma avaliação vascular individualizada, sem esperar que o desconforto se torne insuportável;
  5. Discuta, com o cirurgião vascular, um plano de cuidado que faça sentido para a sua vida — não apenas para o diagnóstico isolado.

Agende sua avaliação vascular individualizada

Sou a Dra. Nelise Marvulo, cirurgiã vascular e ecografista vascular (CRM-SP 129.367 – RQE 46207 | 462071), com consultório no Jardim Paulista, em São Paulo, onde ofereço tratamento individualizado para varizes, vasinhos, lipedema, linfedema, trombose e check-up vascular, com ecografia vascular com Doppler. Atendo também por telemedicina, incluindo pacientes que vivem fora do país.

Não trabalho com convênios médicos, mas disponibilizo toda a documentação necessária para que você solicite o reembolso junto ao seu plano de saúde.


O que significaria ter mais liberdade na sua vida hoje? Se suas pernas têm limitado suas escolhas, conte comigo para ajudar você a entender o seu caso e encontrar um caminho de cuidado que faça sentido para você.


Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.