“Ela só me fez um pedido: quero conseguir me olhar no espelho novamente.” A frase, ouvida em consultório, resume bem o que está por trás de tantas queixas que chegam disfarçadas de estética. Não era apenas sobre o que ela via no reflexo. Era sobre tudo o que havia deixado de enxergar em si mesma ao longo do caminho — a mulher confiante, a liberdade de escolher uma roupa sem insegurança, a vontade de sair em uma fotografia sem procurar o melhor ângulo para se esconder. É nesse ponto de encontro entre autoimagem e cuidado vascular que uma parte importante do meu trabalho acontece.

Este relato é inspirado em experiências reais do consultório, com identidade sempre preservada. Neste artigo, quero refletir sobre essa relação entre autoimagem e cuidado vascular — por que ela é mais comum do que se imagina, o que costuma existir por trás de uma queixa aparentemente estética e por que escutar é sempre o primeiro passo do tratamento.

Por que autoimagem e cuidado vascular caminham tão próximos?

Por trás de algumas queixas aparentemente estéticas, existem histórias que não aparecem durante o exame físico. Existem incômodos guardados, escolhas adiadas e uma autoestima que, pouco a pouco, foi ficando em segundo plano. A relação entre autoimagem e cuidado vascular existe justamente porque as pernas — e, em alguns casos, outras regiões do corpo afetadas por alterações venosas — fazem parte da forma como cada mulher se vê e se apresenta ao mundo.

Quando vasinhos, varizes ou sintomas relacionados ao lipedema passam a interferir nessa relação, o impacto não se limita ao que é fisicamente perceptível. Ele se estende às escolhas do dia a dia: a roupa que deixa de ser usada, o convite que é hesitado, a fotografia que é evitada.

O pedido não era por perfeição

Naquele consultório, a paciente não estava pedindo perfeição. Estava pedindo para voltar a se reconhecer. Essa distinção é fundamental quando se fala em autoimagem e cuidado vascular: o objetivo do tratamento não é alcançar um padrão estético idealizado, mas devolver à paciente a possibilidade de se sentir bem consigo mesma, dentro daquilo que é saudável e realista para o seu quadro clínico.

Reconhecer essa diferença muda a forma como a consulta é conduzida — e também a forma como o sucesso do tratamento é definido, não apenas por parâmetros clínicos, mas pelo que aquilo representa na vida da paciente.

Cuidar também é saber escutar

Esse tipo de relato me lembra, sempre, de que cuidar de autoimagem e cuidado vascular exige mais do que competência técnica. É preciso compreender o que cada paciente deseja, avaliar com responsabilidade e construir, junto com ela, um tratamento possível, seguro e individualizado.

A escuta, nesse processo, não é um detalhe — é parte do diagnóstico. Muitas vezes, o que motiva a busca por avaliação vascular vai além do que está descrito na queixa inicial, e é a conversa cuidadosa que permite compreender a real dimensão daquilo que incomoda a paciente.

Como a avaliação considera essa dimensão emocional?

Ao lidar com autoimagem e cuidado vascular, a avaliação vascular busca reunir, além dos achados clínicos, a compreensão sobre:

  1. O que motivou a busca por avaliação naquele momento específico;
  2. Quais escolhas ou situações têm sido evitadas por causa do desconforto com as pernas;
  3. Quais expectativas a paciente tem em relação ao tratamento;
  4. Quais sintomas físicos, quando presentes, acompanham a queixa estética;
  5. Qual estratégia — clínica ou de procedimento — faz sentido para o caso, considerando tanto a circulação quanto o bem-estar da paciente.

Essa abordagem reforça que autoimagem e cuidado vascular não são tratados separadamente: eles se entrelaçam na construção de um plano de cuidado verdadeiramente individualizado.

Diante do espelho, o que começa nem sempre é vaidade

Às vezes, o que começa diante do espelho não é vaidade. É reencontro. Reconhecer essa possibilidade é parte importante de como entendo autoimagem e cuidado vascular na minha prática: cada paciente que chega com uma queixa estética carrega, muitas vezes, uma história mais ampla — e essa história merece ser ouvida com a mesma atenção dedicada ao exame físico e aos achados do Doppler vascular.

Se você se identificou com essa história

Se você reconhece, na sua própria rotina, esse padrão de adiar escolhas, evitar fotografias ou sentir que perdeu um pouco do próprio reflexo por causa de sintomas ou desconfortos nas pernas, saiba que isso pode — e deve — ser conversado em consulta. Não é preciso que o incômodo seja “grande o suficiente” para justificar uma avaliação vascular.

Agende sua avaliação vascular individualizada

Sou a Dra. Nelise Marvulo, cirurgiã vascular e ecografista vascular (CRM-SP 129.367 – RQE 46207 | 462071), com consultório no Jardim Paulista, em São Paulo, onde ofereço tratamento individualizado para varizes, vasinhos, lipedema, linfedema, trombose e check-up vascular, com ecografia vascular com Doppler. Atendo também por telemedicina, para todo o Brasil e para pacientes que vivem no exterior.

Não trabalho com convênios médicos, mas disponibilizo toda a documentação necessária para que você solicite o reembolso junto ao seu plano de saúde.

Se as suas pernas têm afastado você de escolhas, fotografias ou momentos que gostaria de viver, será um prazer ajudar você a se reencontrar. Agende sua avaliação vascular presencial em São Paulo ou por telemedicina.


 

Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.