Categoria: Cirurgia Vascular | Autora: Dra. Nelise Marvulo – CRM-SP 129.367 – RQE 46207 | 462071 | Cirurgiã Vascular e Ecografista Vascular


Índice

  1. Dor na perna: por que nem sempre é varizes?
  2. Quais são as causas mais comuns de dor na perna?
  3. Como saber se a dor na perna é circulatória?
  4. Dor na perna por doença arterial: como identificar
  5. Dor na perna por problema muscular ou neurológico
  6. Dor na perna pode ser lipedema?
  7. Como é feito o diagnóstico da dor na perna?
  8. Quando a dor na perna é motivo de alerta imediato?
  9. FAQ — Dor na perna

Dor na perna nem sempre indica varizes — o diagnóstico correto começa pela avaliação da causa.


Dor na perna: por que nem sempre é varizes?

Dor na perna tem várias causas possíveis, e as varizes são apenas uma delas. É comum a paciente chegar ao consultório dizendo “acho que é varizes”, mas o exame mostra uma origem diferente: doença arterial, problema muscular, alteração neurológica ou até lipedema.

Isso acontece porque diferentes condições produzem sintomas parecidos: peso, cansaço, formigamento ou dor mesmo em repouso. Sem um exame adequado, é fácil confundir uma causa com outra. Por isso, tratar a dor na perna sem antes descobrir sua origem raramente resolve o problema de forma definitiva.


Quais são as causas mais comuns de dor na perna?

A dor na perna pode ter origem em diferentes sistemas do corpo. Confira as causas mais frequentes:

  • Doença venosa (varizes e vasinhos): dificuldade do sangue em retornar das pernas ao coração.
  • Doença arterial periférica: estreitamento das artérias que levam sangue às pernas, comum em fumantes, diabéticos e hipertensos.
  • Problemas musculares e articulares: sobrecarga, tensão muscular ou desgaste articular também causam dor na perna.
  • Alterações neurológicas: compressão de nervos na coluna pode gerar dor irradiada para a perna.
  • Lipedema: acúmulo de gordura com dor e sensibilidade, mais comum em mulheres.
  • Trombose venosa: obstrução de uma veia profunda, que exige diagnóstico rápido.

Como saber se a dor na perna é circulatória?

Alguns sinais ajudam a suspeitar que a dor na perna tem origem circulatória:

  • Piora ao final do dia ou após ficar muito tempo em pé
  • Melhora ao elevar as pernas
  • Vem acompanhada de peso, inchaço ou veias mais aparentes
  • Surge junto com formigamento ou sensação de queimação

Mesmo assim, apenas a avaliação clínica confirma a causa. Sinais parecidos podem aparecer em problemas musculares e neurológicos, o que reforça a necessidade de investigação.


Dor na perna por doença arterial: como identificar

Na doença arterial periférica, a dor na perna costuma surgir durante a caminhada e aliviar com o repouso — um padrão chamado claudicação intermitente. Diferente da dor venosa, ela não melhora ao elevar as pernas. Pode vir acompanhada de pele fria, palidez e diminuição dos pelos na região.

Essa causa de dor na perna merece atenção especial porque está associada a maior risco cardiovascular. O diagnóstico envolve exame físico e, na maioria dos casos, um exame de imagem para avaliar o fluxo arterial.


Dor na perna por problema muscular ou neurológico

Nem toda dor na perna vem da circulação. Contraturas, tensão muscular e desgaste articular são causas frequentes, especialmente em quem pratica atividade física intensa ou passa longos períodos sentado.

Já a dor neurológica costuma irradiar da região lombar até a perna, seguindo o trajeto de um nervo. Formigamento, fraqueza e alteração de sensibilidade são pistas importantes desse tipo de causa.


Dor na perna pode ser lipedema?

Sim. O lipedema causa dor e sensibilidade nas pernas, geralmente com simetria entre os dois lados e volume desproporcional em relação ao restante do corpo. Diferente da doença venosa, o lipedema poupa os pés, e a dor costuma piorar ao toque.

Reconhecer o lipedema como causa de dor na perna é importante porque o tratamento é diferente do indicado para varizes ou doença arterial.


Doppler vascular ajuda a identificar a real causa da dor na perna.

Como é feito o diagnóstico da dor na perna?

O diagnóstico da dor na perna começa por uma boa conversa sobre os sintomas e um exame físico detalhado: observação da pele, da temperatura, do padrão das veias e da força muscular. Na sequência, exames complementares ajudam a confirmar a causa.

O Doppler vascular é um dos principais exames utilizados, pois mostra em tempo real como o sangue circula nas veias e artérias das pernas. Ele é indolor, não usa contraste e costuma esclarecer, em uma única consulta, se a dor na perna tem origem circulatória ou não.

 


Quando a dor na perna é motivo de alerta imediato?

Alguns sinais exigem avaliação médica urgente:

  • Dor súbita e intensa em apenas uma perna
  • Inchaço rápido, acompanhado de calor e vermelhidão
  • Falta de ar associada à dor na perna
  • Perna muito pálida, fria ou com dor durante o repouso

Esses sintomas podem indicar trombose venosa ou obstrução arterial aguda, que exigem atendimento imediato.

A avaliação com cirurgião vascular é o primeiro passo para descobrir a causa da dor na perna.

Identificar a causa da dor na perna é o caminho para retomar a rotina sem desconforto.

 

Ainda sente dor na perna e não sabe a causa?

Para uma avaliação individualizada, agende sua consulta presencial em São Paulo (Jardins) ou por teleconsulta — disponível inclusive para quem está no exterior.


FAQ — Dor na perna

Dor na perna é sempre varizes? Não. A dor na perna pode ter origem venosa, arterial, muscular, neurológica ou estar relacionada ao lipedema.

Como diferenciar dor na perna circulatória de dor muscular? A dor circulatória costuma piorar ao final do dia e melhorar com as pernas elevadas; a dor muscular geralmente está ligada a esforço físico ou postura.

Qual exame identifica a causa da dor na perna? O Doppler vascular é o principal exame para avaliar a circulação e ajudar a definir a causa da dor na perna.

Dor na perna com inchaço súbito é grave? Pode ser. Inchaço súbito em uma perna, com dor e calor local, deve ser avaliado com urgência para descartar trombose.

Tenho convênio, consigo usar para a consulta? Não são atendidos convênios diretamente no consultório, mas é fornecida toda a documentação necessária para solicitação de reembolso junto ao plano de saúde.

Moro fora do Brasil, consigo ser atendida para investigar a dor na perna? Sim, a teleconsulta está disponível também para pacientes no exterior, para orientação inicial e encaminhamento adequado.


Atendimento presencial em São Paulo (Jardim Paulista) e teleconsulta (Brasil e exterior)


Revisado por: Dra. Nelise Marvulo, Cirurgiã Vascular e Ecografista Vascular — CRM-SP 129.367 | RQE 46207 | 462071

Observação: as informações deste conteúdo têm caráter educativo e não substituem consulta médica. A indicação de tratamento depende de avaliação clínica individual.

Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.