Índice

  1. Exame Doppler passo a passo: o que esperar antes de fazer?
  2. Etapa 1 — Antes do exame
  3. Etapa 2 — Chegada e preparo
  4. Etapa 3 — Aplicação do gel e posicionamento
  5. Etapa 4 — Avaliação com o transdutor
  6. Etapa 5 — Análise das imagens em tempo real
  7. Etapa 6 — Conversa sobre o resultado
  8. Quanto tempo dura o exame Doppler completo?
  9. FAQ — Exame Doppler passo a passo

Conhecer o exame Doppler ajuda a chegar à consulta com mais tranquilidade.

Exame Doppler passo a passo: o que esperar antes de fazer?

O exame Doppler é simples, indolor e não exige preparo especial na maioria dos casos. Ele envolve a aplicação de um gel condutor na pele e a passagem de um transdutor sobre a região a ser avaliada, permitindo visualizar o fluxo sanguíneo em tempo real na tela do aparelho.

Para quem nunca fez o exame, entender cada etapa antecipadamente costuma reduzir a ansiedade e tornar a experiência ainda mais tranquila.


Etapa 1 — Antes do exame

Na maior parte dos casos, o exame Doppler não exige jejum ou preparo especial. A recomendação é usar roupas confortáveis, já que será necessário expor a região examinada — geralmente as pernas, no caso da avaliação venosa ou arterial.


A aplicação do gel condutor é uma das primeiras etapas do exame Doppler.

Etapa 2 — Chegada e preparo

Ao chegar para o exame, a paciente é posicionada de forma confortável, deitada ou em pé, dependendo da região e do objetivo da avaliação. Esse cuidado com o posicionamento faz parte do exame Doppler e influencia diretamente a qualidade das imagens obtidas.

[Imagem 2 — sugestão] ![Gel de ultrassom sendo aplicado na perna antes do exame Doppler](INSERIR-URL-DA-IMAGEM) Legenda: 


Etapa 3 — Aplicação do gel e posicionamento

Um gel condutor aquecido é aplicado sobre a pele para melhorar a transmissão das ondas sonoras, e, ao final do procedimento, ele é removido facilmente. Essa etapa do exame Doppler não causa nenhum desconforto.


Etapa 4 — Avaliação com o transdutor

O transdutor é deslizado suavemente sobre a região, captando o som do fluxo sanguíneo e transformando-o em imagem. Nessa fase do exame Doppler, pode ser pedido que a paciente respire fundo ou movimente levemente a perna, para ajudar a avaliar veias mais profundas.


Etapa 5 — Análise das imagens em tempo real

As imagens aparecem na tela em tempo real, mostrando a direção e a velocidade do fluxo sanguíneo. Essa é uma das etapas mais importantes do exame Doppler, pois é nesse momento que eventuais alterações — refluxo, obstruções ou estreitamentos — são identificadas.


A aplicação do gel condutor é uma das primeiras etapas do exame Doppler.

Etapa 6 — Conversa sobre o resultado

Ao final do exame Doppler, os achados são discutidos com a paciente, explicando de forma clara o que foi observado e como isso se relaciona com os sintomas relatados. Esse momento é essencial para definir os próximos passos do tratamento, quando necessário.

 A última etapa do exame Doppler é sempre uma conversa clara sobre o resultado.


Quanto tempo dura o exame Doppler completo?

Na maioria dos casos, o exame Doppler dura entre 20 e 40 minutos, considerando todas as etapas — preparo, aplicação do gel, avaliação e explicação do resultado. O tempo pode variar conforme a extensão da região examinada e a complexidade do caso.


Ainda tem dúvidas sobre como funciona o exame Doppler?

Agende sua avaliação no Jardim Paulista, em São Paulo, ou por teleconsulta — disponível também para quem está no exterior.


FAQ — Exame Doppler

O exame Doppler dói? Não. Todas as etapas são indolores, sem uso de agulhas ou contraste.

Preciso de jejum para fazer o exame? Na maioria dos casos, não é necessário jejum para o exame Doppler vascular de pernas.

Quanto tempo dura o exame completo? Em geral, entre 20 e 40 minutos, dependendo da região avaliada.

Recebo o resultado no mesmo dia? Sim, a discussão inicial dos achados costuma acontecer logo após a realização do exame.

Tenho convênio, consigo usar para o exame e a consulta? Não são atendidos convênios diretamente no consultório, mas é fornecida toda a documentação necessária para solicitação de reembolso junto ao plano de saúde.

Moro fora do Brasil, posso ser orientada sobre o exame por teleconsulta? Sim, a teleconsulta está disponível também para pacientes no exterior, para orientação inicial e encaminhamento adequado.


Atendimento presencial no Jardim Paulista, São Paulo, e teleconsulta (Brasil e exterior)


Revisado por: Dra. Nelise Marvulo, Cirurgiã Vascular e Ecografista Vascular — CRM-SP 129.367 | RQE 46207 | 462071

Observação: as informações deste conteúdo têm caráter educativo e não substituem consulta médica. A indicação de tratamento depende de avaliação clínica individual.

Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.