Você provavelmente já tem uma rotina bem estabelecida para cuidar da pele, do cabelo e da alimentação. Mas já parou para pensar nos sinais de problemas de circulação nas pernas que o seu corpo pode estar apresentando, silenciosamente, todos os dias?

É uma das dúvidas mais frequentes que chegam ao consultório — e também uma das mais buscadas no Google por mulheres que notam pequenas mudanças nas pernas, mas não sabem se aquilo é “só estética” ou se merece uma avaliação mais cuidadosa. Vasinhos que aumentam, sensação de peso no fim da tarde, tornozelos mais inchados, veias mais aparentes: cada um desses sinais pode, isoladamente, parecer pouco importante. Juntos e recorrentes, no entanto, costumam contar uma história diferente sobre a sua circulação venosa.

Neste artigo, reúno as principais dúvidas sobre sinais de problemas de circulação nas pernas, explico por que eles aparecem e, principalmente, ajudo você a entender quando vale a pena procurar uma avaliação vascular individualizada.


Quais são os principais sinais de problemas de circulação nas pernas?

Os sinais de problemas de circulação nas pernas mais comuns observados na prática clínica incluem:

  • Vasinhos que aumentam em número ou tamanho com o passar do tempo;
  • Sensação de peso nas pernas, principalmente no final do dia;
  • Inchaço (edema) nos pés e tornozelos, que piora após longos períodos em pé ou sentada;
  • Veias mais aparentes ou salientes, sobretudo na região das panturrilhas e coxas;
  • Desconforto, cansaço ou coceira ao redor das veias;
  • Sensação de aperto nos sapatos ao final do dia, mesmo sem mudança de peso.

Isoladamente, alguns desses sintomas podem estar relacionados a fatores do dia a dia, como calor, tempo prolongado na mesma posição ou uso de determinados calçados. Mas quando esses sinais de problemas de circulação nas pernasse tornam frequentes — e especialmente quando aparecem combinados —, eles merecem ser observados com mais atenção por um cirurgião vascular.


Inchaço nas pernas no final do dia é normal?

Essa é, sem dúvida, uma das perguntas mais frequentes sobre sinais de problemas de circulação nas pernas. E a resposta não é um simples “sim” ou “não”.

O inchaço leve ao final do dia pode acontecer por fatores como calor, muitas horas em pé ou sentada e retenção de líquido pontual — e nesses casos não representa necessariamente um problema vascular. O que muda o cenário é a frequência e a recorrência desse inchaço. Quando ele se repete quase todos os dias, principalmente acompanhado de peso nas pernas, desconforto ou aumento de vasinhos e varizes, esse conjunto de sinais passa a ser um dado clínico relevante — e não apenas uma sensação passageira.

Frequência e normalidade não são sinônimos. Um sintoma que se repete todos os dias não deve ser automaticamente interpretado como “normal”, mas sim como um sinal do corpo que pode e deve ser investigado.


Vasinhos são só uma questão estética?

Nem sempre. Essa é outra dúvida recorrente entre pacientes que procuram avaliação vascular por queixas aparentemente estéticas. Os vasinhos (também chamados de telangiectasias) podem, de fato, ser apenas uma alteração superficial e isolada. Mas, em muitos casos, eles são a manifestação visível de uma alteração mais profunda na circulação venosa, que só pode ser confirmada por meio de uma avaliação clínica completa — e, quando indicado, complementada por exame de Doppler vascular.

Por isso, tratar vasinhos não deveria significar simplesmente escolher um procedimento estético. Antes de qualquer tratamento, é importante entender a circulação da paciente como um todo, já que duas pessoas podem apresentar vasinhos aparentemente semelhantes e precisar de abordagens completamente diferentes.


Quando devo procurar um cirurgião vascular?

De forma geral, vale considerar uma avaliação vascular quando você percebe:

  1. Inchaço recorrente nas pernas, tornozelos ou pés;
  2. Sensação de peso ou cansaço nas pernas que se repete com frequência;
  3. Aumento progressivo de vasinhos ou surgimento de novas varizes;
  4. Veias mais salientes, sobretudo se associadas a desconforto;
  5. Coceira persistente próxima às veias;
  6. Alterações na pele das pernas, como mudança de coloração ou textura;
  7. Histórico familiar de varizes ou trombose, mesmo sem sintomas atuais.

Você não precisa esperar sentir dor intensa ou apresentar alterações importantes para procurar uma avaliação. Muitas vezes, quanto mais cedo os sinais de problemas de circulação nas pernas são investigados, mais simples tende a ser o acompanhamento.


Como funciona a avaliação vascular individualizada?

Uma avaliação vascular completa vai muito além de simplesmente olhar para as pernas. Ela reúne diferentes informações: histórico clínico, sintomas relatados pela paciente, exame físico detalhado, distribuição das veias e, quando indicado, exames complementares como o Doppler vascular — que permite estudar o fluxo sanguíneo e as estruturas vasculares em tempo real.

É essa combinação de dados que permite compreender cada caso de forma individual e discutir, com segurança, se existe indicação de tratamento, qual seria a estratégia mais adequada e em que momento realizá-la. Tratar uma paciente não é tratar apenas aquilo que aparece na pele das pernas — é entender a história por trás da circulação dela.


Cuidar da circulação das pernas também é autocuidado

Assim como o skincare, a alimentação equilibrada e a atividade física fazem parte da rotina de autocuidado de muitas mulheres, a saúde vascular das pernas merece o mesmo espaço na agenda. Prestar atenção aos sinais que o corpo apresenta — e não apenas àquilo que o espelho mostra — é parte importante de uma rotina de prevenção.

Talvez seja hora de olhar para os sinais de problemas de circulação nas pernas com a mesma atenção que você já dedica ao rosto e à pele.


Agende sua avaliação vascular individualizada

Se você tem notado inchaço frequente, peso nas pernas, aumento de vasinhos ou qualquer outro sinal descrito neste artigo, o próximo passo é uma avaliação vascular individualizada — feita com escuta cuidadosa da sua história e, quando necessário, apoio de exames complementares como o Doppler.

Sou a Dra. Nelise Marvulo, cirurgiã vascular e ecografista vascular (CRM-SP 129.367 – RQE 46207 | 462071), com consultório no Jardim Paulista, em São Paulo, onde ofereço tratamento individualizado para varizes, vasinhos, lipedema, linfedema, trombose e check-up vascular. Também atendo por telemedicina, inclusive para pacientes que estão fora do país.

Não trabalho com convênios médicos, mas forneço toda a documentação necessária para que você solicite o reembolso junto ao seu plano de saúde.


Agende sua consulta e dê o primeiro passo para entender os sinais que suas pernas estão dando.

Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.