A meia de compressão é uma ferramenta valiosa no tratamento de varizes.

“Dra., eu não consigo usar meia elástica.” Essa é uma frase que ouço com frequência no consultório — e ela não significa que a paciente precisa simplesmente desistir de cuidar da sua circulação. A meia de compressão para varizesé, sem dúvida, uma ferramenta valiosa em determinadas estratégias de tratamento, mas ela não é a única medida que importa quando o assunto é saúde vascular.

Neste artigo, explico o papel da meia de compressão para varizes, por que algumas pessoas têm dificuldade em usá-la e quais outras estratégias podem fazer parte do cuidado vascular quando essa não é uma opção viável na rotina.


Para que serve a meia de compressão para varizes?

A meia de compressão para varizes atua exercendo uma pressão graduada sobre as pernas, favorecendo o retorno do sangue venoso das pernas até o coração e ajudando a reduzir sintomas como peso, cansaço e inchaço. Em determinados contextos clínicos, ela também pode ser indicada como parte do preparo ou da recuperação de alguns tratamentos vasculares.

Apesar dos benefícios reconhecidos, a meia elástica não é, isoladamente, a solução completa para o cuidado vascular — nem a única alternativa disponível para quem não se adapta ao seu uso.


Por que algumas pessoas não conseguem usar meia de compressão?

É comum que pacientes relatem dificuldade em incorporar a meia de compressão para varizes à rotina, por motivos como:

  • Desconforto térmico, especialmente em regiões de clima mais quente;
  • Dificuldade de colocação, sobretudo em modelos de compressão mais elevada;
  • Sensação de aperto excessivo, que pode gerar desconforto ao longo do dia;
  • Incompatibilidade com determinadas rotinas de trabalho ou vestuário;
  • Questões estéticas, especialmente quando a meia precisa ser usada sob roupas específicas.

Reconhecer essas dificuldades não significa desconsiderar o valor da meia de compressão — significa buscar, junto com o cirurgião vascular, estratégias alternativas ou complementares que façam sentido para aquela paciente específica.


O tratamento vascular precisa ser adaptado à sua rotina

Um dos pontos mais importantes quando se fala em meia de compressão para varizes é entender que o tratamento vascular não deve ser uma lista de regras iguais para todo mundo. Se uma medida específica não é viável na prática, o caminho não é abandonar o cuidado — é ajustar a estratégia.

Precisamos encontrar condutas que façam sentido para o diagnóstico, para o corpo e para a rotina de cada paciente. O melhor cuidado não é aquele que parece perfeito no papel, mas aquele que a pessoa consegue, de fato, incorporar à sua vida com constância.


Quando o uso da meia de compressão para varizes não é uma opção viável, outras estratégias podem compor o cuidado vascular

Quais outras medidas fazem parte do cuidado vascular, além da meia de compressão?

Quando o uso da meia de compressão para varizes não é uma opção viável, outras estratégias podem compor o cuidado vascular, entre elas:

  1. Movimentar as pernas regularmente, evitando longos períodos na mesma posição;
  2. Ativar a musculatura da panturrilha, essencial para o retorno venoso;
  3. Manter uma rotina de atividade física, adequada às condições de cada paciente;
  4. Elevar as pernas em momentos de descanso ao longo do dia;
  5. Realizar acompanhamento vascular regular, para monitorar a evolução do quadro.

Além disso, dependendo da avaliação, pode haver indicação de tratamento específico para a alteração venosa identificada — o que, em alguns casos, reduz a dependência exclusiva da compressão elástica ao longo do tempo.


Entender a sua circulação é mais importante do que seguir uma regra isolada

Compreender o que está acontecendo com a circulação é, muitas vezes, mais determinante para o cuidado vascular do que a adesão a uma única medida, como a meia de compressão para varizes. É essa compreensão que permite construir uma estratégia com diferentes frentes, ajustada à realidade de cada paciente — e não depender de um único recurso para sustentar todo o cuidado.

Como funciona a construção de uma estratégia individualizada?

A consulta se inicia com a escuta da rotina, das dificuldades relatadas e do histórico clínico da paciente, seguida de exame físico detalhado das veias. Quando indicado, essa avaliação é complementada pela ecografia vascular com Doppler. A partir desse conjunto de informações, é possível discutir quais medidas — incluindo ou não a meia de compressão — fazem sentido para o caso, sempre priorizando o que a paciente consegue efetivamente manter na rotina.


Agende sua avaliação vascular individualizada

Sou a Dra. Nelise Marvulo, cirurgiã vascular e ecografista vascular (CRM-SP 129.367 – RQE 46207 | 462071), com consultório no Jardim Paulista, em São Paulo, onde ofereço tratamento individualizado para varizes, vasinhos, lipedema, linfedema, trombose e check-up vascular, com ecografia vascular com Doppler. Atendo também por telemedicina, incluindo pacientes que vivem fora do país.

Não trabalho com convênios médicos, mas disponibilizo toda a documentação necessária para que você solicite o reembolso junto ao seu plano de saúde.


Você também tem dificuldade para usar meia de compressão? Agende sua avaliação vascular e encontre uma estratégia que realmente funcione para a sua rotina.

 

Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.