Introdução

A dor na panturrilha é um sintoma extremamente comum e, na grande maioria das vezes, está relacionada a causas musculares simples, como fadiga, cãibras ou pequenas lesões por esforço. Mas determinadas características desse sintoma levantam suspeita de uma origem mais específica e potencialmente grave: a trombose venosa profunda — e saber diferenciar essas situações é fundamental.

Dor após esforço pode ter origem muscular, mas os sintomas precisam ser avaliados em contexto.

Quando a dor na panturrilha é provavelmente muscular?

Em geral, a dor na panturrilha de origem muscular está relacionada a esforço físico recente ou incomum, costuma melhorar com repouso, alongamento e massagem local, e não vem acompanhada de inchaço significativo, calor ou alteração de coloração da pele. Cãibras noturnas, embora desconfortáveis, também costumam ter resolução espontânea rápida e não se associam aos sinais de alerta descritos a seguir.

Características que levantam suspeita de trombose

Já a dor na panturrilha associada a inchaço unilateral de início relativamente rápido, aumento perceptível da temperatura local, sensibilidade acentuada ao toque ao longo do trajeto venoso e presença de fatores de risco recentes — cirurgia, imobilização prolongada, viagem longa, uso de terapia hormonal — merece investigação imediata, já que esse conjunto de sinais aumenta consideravelmente a probabilidade clínica de trombose.

Inchaço unilateral de início súbito merece avaliação médica, especialmente com fatores de risco.

Outras causas de dor na panturrilha que merecem ser lembradas

Além da origem muscular e da trombose, a dor na panturrilha pode estar relacionada a um cisto de Baker roto (acúmulo de líquido atrás do joelho que pode se romper e mimetizar sintomas de trombose), claudicação intermitente (dor relacionada à insuficiência arterial, que surge tipicamente ao esforço e melhora com repouso) e compressões nervosas, que geram dor com características de queimação ou formigamento. Cada uma dessas condições exige uma linha de investigação específica.

O sinal de Homans é confiável?

O sinal de Homans — dor na panturrilha desencadeada pela dorsiflexão passiva do pé — já foi amplamente utilizado como triagem clínica para trombose, mas estudos mostram que ele apresenta baixa sensibilidade e especificidade quando usado isoladamente. Por isso, atualmente, não deve ser utilizado como critério único para descartar ou confirmar o diagnóstico, servindo apenas como um dado complementar dentro de uma avaliação clínica mais ampla.

A ecografia vascular com Doppler pode integrar a investigação clínica de suspeita de trombose.

O que fazer diante de dor na panturrilha com sinais de alerta?

Diante de dor na panturrilha associada aos sinais de alerta descritos, a recomendação é buscar avaliação médica o quanto antes, sem aguardar melhora espontânea, para confirmação ou exclusão do diagnóstico por meio de ecografia vascular com Doppler — exame rápido, não invasivo e com alta precisão diagnóstica para essa condição.

Agende sua avaliação vascular individualizada

Sou a Dra. Nelise Marvulo, cirurgiã vascular e ecografista vascular (CRM-SP 129.367 – RQE 46207 | 462071), com consultório no Jardim Paulista, em São Paulo, onde ofereço tratamento individualizado para varizes, vasinhos, lipedema, linfedema, trombose e check-up vascular, com ecografia vascular com Doppler. Atendo também por telemedicina, para todo o Brasil e para pacientes que vivem no exterior. Não trabalho com convênios médicos, mas disponibilizo toda a documentação necessária para reembolso. Está com dor na panturrilha e sinais de alerta? Procure avaliação vascular com urgência.

Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.