Índice

  1. Consulta com cirurgião vascular: o que esperar do primeiro encontro?
  2. Etapa 1 — Conversa sobre histórico e sintomas
  3. Etapa 2 — Observação da forma de caminhar
  4. Etapa 3 — Avaliação da pele e da coloração
  5. Etapa 4 — Padrão das veias e presença de inchaço
  6. Etapa 5 — Temperatura e sensibilidade da pele
  7. Quando o exame complementar entra na consulta com cirurgião vascular?
  8. Por que o olhar clínico continua insubstituível?
  9. FAQ — Consulta com cirurgião vascular

A consulta com cirurgião vascular vai muito além de olhar apenas os vasinhos visíveis.

 

Consulta com cirurgião vascular: o que esperar do primeiro encontro?

Uma consulta com cirurgião vascular envolve conversa detalhada sobre histórico e sintomas, observação da forma de caminhar, avaliação da pele, do padrão das veias, da temperatura e, quando necessário, exame complementar como o Doppler. Enquanto o paciente costuma notar apenas os vasinhos ou as veias mais visíveis, o olhar clínico observa muito mais do que isso.

Esse processo é o que permite construir um diagnóstico preciso, indo além da queixa inicial que motivou a consulta.


Etapa 1 — Conversa sobre histórico e sintomas

A consulta com cirurgião vascular começa por uma conversa aprofundada: histórico familiar de varizes ou trombose, uso de anticoncepcionais, gestações anteriores, rotina profissional e os sintomas relatados. Essas informações orientam toda a investigação que vem a seguir.


Etapa 2 — Observação da forma de caminhar

Durante a consulta com cirurgião vascular, observar como a paciente caminha oferece pistas importantes sobre a circulação e sobre possíveis compensações posturais relacionadas a dor ou desconforto nas pernas.

Cada etapa da consulta com cirurgião vascular contribui para um diagnóstico mais completo.

 


Etapa 3 — Avaliação da pele e da coloração

A pele revela informações valiosas: manchas, ressecamento ou escurecimento perto dos tornozelos podem indicar estágios mais avançados de doença venosa. Esse é um ponto observado com atenção em toda consulta com cirurgião vascular.


Etapa 4 — Padrão das veias e presença de inchaço

O padrão de distribuição das veias visíveis, seu calibre e a presença de inchaço são analisados com cuidado. Essa etapa da consulta com cirurgião vascular ajuda a diferenciar vasinhos isolados de varizes que exigem investigação mais aprofundada.


Etapa 5 — Temperatura e sensibilidade da pele

A temperatura da pele e a resposta ao toque também fazem parte da avaliação. Alterações localizadas de temperatura podem indicar inflamação ou, em casos específicos, levantar suspeita de trombose, o que direciona a investigação para exames complementares imediatos.


O exame complementar faz parte da consulta com cirurgião vascular quando o caso exige mais detalhes.

Quando o exame complementar entra na consulta com cirurgião vascular?

Após o exame físico, o Doppler vascular costuma ser solicitado quando há necessidade de confirmar a origem dos sintomas, mapear veias mais profundas ou avaliar o fluxo arterial. Ele complementa, mas não substitui, tudo o que já foi observado durante a consulta com cirurgião vascular.


Por que o olhar clínico continua insubstituível?

Mesmo com toda a tecnologia disponível, nenhum exame substitui a leitura conjunta de sintomas, histórico e exame físico feita durante a consulta com cirurgião vascular. É essa combinação que permite recomendações verdadeiramente individualizadas — e não protocolos genéricos aplicados a qualquer paciente.

Nunca passou por uma consulta com cirurgião vascular completa e quer entender o que ela pode revelar sobre suas pernas?

Agende sua consulta no Jardim Paulista, em São Paulo, ou por teleconsulta — disponível também para quem está no exterior.


FAQ — Consulta com cirurgião vascular

O que é avaliado em uma consulta com cirurgião vascular? Histórico, sintomas, forma de caminhar, pele, padrão das veias, temperatura e, quando necessário, exame complementar.

A consulta com cirurgião vascular sempre inclui exame de imagem? Não. O Doppler é solicitado apenas quando o quadro clínico indica essa necessidade.

Quanto tempo dura a consulta? O tempo varia conforme a complexidade do caso, mas costuma ser suficiente para uma avaliação completa e sem pressa.

Preciso de algum preparo para a consulta com cirurgião vascular? Recomenda-se usar roupas confortáveis, já que é necessário observar as pernas durante o exame físico.

Tenho convênio, consigo usar para a consulta? Não são atendidos convênios diretamente no consultório, mas é fornecida toda a documentação necessária para solicitação de reembolso junto ao plano de saúde.

Moro fora do Brasil, consigo uma consulta com cirurgião vascular por teleconsulta? Sim, a teleconsulta está disponível também para pacientes no exterior, para orientação inicial e encaminhamento adequado.


Revisado por: Dra. Nelise Marvulo, Cirurgiã Vascular e Ecografista Vascular — CRM-SP 129.367 | RQE 46207 | 462071

Atendimento presencial no Jardim Paulista, São Paulo, e teleconsulta (Brasil e exterior)

Observação: as informações deste conteúdo têm caráter educativo e não substituem consulta médica. A indicação de tratamento depende de avaliação clínica individual.

Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.