Índice

  1. Lipedema ou celulite: por que a confusão é tão comum?
  2. O que caracteriza a celulite?
  3. O que caracteriza o lipedema?
  4. E a gordura localizada, onde entra nessa comparação?
  5. Lipedema ou celulite: como diferenciar na prática?
  6. As três condições podem coexistir?
  7. Por que o diagnóstico correto muda o tratamento?
  8. FAQ — Lipedema ou celulite

Lipedema ou celulite? A diferença vai muito além da aparência da pele.

 

Lipedema ou celulite: por que a confusão é tão comum?

Lipedema ou celulite não são a mesma coisa: a celulite afeta a textura da pele, enquanto o lipedema é uma doença do tecido adiposo, com dor e simetria características. Como as duas podem aparecer nas mesmas regiões — coxas e pernas —, é comum que uma seja confundida com a outra, especialmente quando ainda não houve uma avaliação especializada.

Entender essa diferença é o primeiro passo para escolher o tratamento certo, já que cada condição responde a abordagens completamente distintas.


O que caracteriza a celulite?

A celulite é uma alteração estética da pele, causada por mudanças no tecido conjuntivo e no armazenamento de gordura logo abaixo da superfície. Ela costuma aparecer como um aspecto irregular, semelhante a “casca de laranja”, geralmente sem dor associada.


Diferenciar lipedema ou celulite exige avaliação clínica especializada.

O que caracteriza o lipedema?

Já o lipedema envolve acúmulo simétrico de gordura, principalmente nas pernas, com dor, sensibilidade ao toque e facilidade para desenvolver hematomas. Diferente da celulite, o lipedema costuma poupar os pés, criando um contraste visível entre o volume das pernas e a região dos tornozelos.


E a gordura localizada, onde entra nessa comparação?

A gordura localizada é o acúmulo comum de gordura em determinadas regiões do corpo, sem dor e sem o padrão simétrico do lipedema. Ao contrário do lipedema, ela costuma responder bem à dieta e à atividade física, o que a diferencia claramente quando comparamos lipedema ou celulite ou gordura localizada.


Lipedema ou celulite: como diferenciar na prática?

Alguns pontos ajudam a diferenciar as condições:

  • Dor ao toque: presente no lipedema, ausente na celulite e na gordura localizada comum.
  • Simetria: característica marcante do lipedema.
  • Textura da pele: irregular na celulite, geralmente mais lisa no lipedema.
  • Resposta à dieta: a gordura localizada reduz com emagrecimento; o volume do lipedema muda pouco.
  • Preservação dos pés: sinal típico do lipedema, ausente na celulite comum.

As três condições podem coexistir?

Sim. É comum que uma mesma paciente apresente lipedema, celulite e gordura localizada ao mesmo tempo, o que torna ainda mais importante uma avaliação individualizada. Tratar apenas uma das condições, ignorando as outras, costuma trazer resultados parciais e frustração com o tratamento.


Por que o diagnóstico correto muda o tratamento?

Cada uma dessas condições responde a abordagens diferentes: a celulite costuma se beneficiar de tratamentos estéticos direcionados à pele; a gordura localizada, de dieta, exercício e procedimentos específicos; e o lipedema exige um cuidado vascular mais amplo, com drenagem linfática, terapia compressiva e acompanhamento contínuo. Por isso, definir com precisão se o quadro é lipedema ou celulite — ou uma combinação das três condições — é o que orienta um plano de tratamento realmente eficaz.

Não sabe se o que você tem é lipedema, celulite ou gordura localizada?

Agende sua consulta no Jardim Paulista, em São Paulo, ou por teleconsulta — disponível também para quem está no exterior.


FAQ — Lipedema ou celulite

Como saber se é lipedema ou celulite? O lipedema causa dor, simetria e poupa os pés; a celulite altera a textura da pele, sem dor associada.

Lipedema e celulite podem existir juntos? Sim. É comum que as duas condições, e também a gordura localizada, apareçam na mesma paciente.

Dieta resolve lipedema ou celulite? A dieta ajuda no controle geral de peso, mas não resolve isoladamente nem o lipedema nem a celulite.

Qual profissional avalia lipedema ou celulite? O cirurgião vascular é o profissional indicado para diagnosticar o lipedema e diferenciá-lo de outras condições.

Tenho convênio, consigo usar para a consulta? Não são atendidos convênios diretamente no consultório, mas é fornecida toda a documentação necessária para solicitação de reembolso junto ao plano de saúde.

Moro fora do Brasil, consigo uma orientação inicial? Sim, a teleconsulta está disponível também para pacientes no exterior, para orientação inicial sobre lipedema ou celulite e encaminhamento adequado.


Revisado por: Dra. Nelise Marvulo, Cirurgiã Vascular e Ecografista Vascular — CRM-SP 129.367 | RQE 46207 | 462071

Atendimento presencial no Jardim Paulista, São Paulo, e teleconsulta (Brasil e exterior)

Observação: as informações deste conteúdo têm caráter educativo e não substituem consulta médica. A indicação de tratamento depende de avaliação clínica individual.

Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.