Feriado prolongado chegando, malas prontas, viagem planejada — e a circulação em viagens longas também merece um espaço nesses planos. Muitas horas sentada, mudanças na alimentação, excesso de sal, menor ingestão de água e alterações na rotina são fatores que, combinados, favorecem aquela sensação conhecida de pernas pesadas e inchadas no final do dia de viagem.

Neste artigo, reúno cuidados simples para proteger a circulação em viagens longas, seja de carro ou de avião, e explico quais sinais de inchaço não devem ser atribuídos apenas ao cansaço da viagem.


Por que viagens longas afetam a circulação nas pernas?

A circulação em viagens longas é impactada, principalmente, pela imobilidade prolongada. Permanecer sentada por muitas horas, seja em um avião, carro ou ônibus, reduz a movimentação da musculatura da panturrilha — responsável por parte importante do retorno do sangue venoso das pernas até o coração.

Some-se a isso outros fatores comuns durante viagens:

  • Menor ingestão de água, especialmente em viagens aéreas;
  • Alimentação com maior teor de sal, comum em refeições de viagem e aeroportos;
  • Alteração da rotina de movimento, com longos períodos parada;
  • Calor, em destinos ou trajetos mais quentes, que favorece a dilatação dos vasos.

Juntos, esses fatores explicam por que a circulação em viagens longas costuma exigir atenção extra, mesmo em pessoas sem histórico de problemas vasculares.


Cuidados simples para proteger a circulação durante a viagem

Alguns cuidados ajudam a preservar a circulação em viagens longas, sem exigir grandes mudanças na rotina de viagem:

  1. Evite permanecer imóvel por períodos muito prolongados — mude de posição sempre que possível;
  2. Movimente os pés e tornozelos durante o trajeto, mesmo sentada;
  3. Faça pequenas caminhadas quando a viagem permitir, como em paradas de estrada ou corredores de avião;
  4. Mantenha uma boa hidratação, priorizando água ao longo do trajeto;
  5. Escolha calçados confortáveis, evitando modelos muito apertados durante o percurso;
  6. Tenha atenção ao excesso de alimentos muito salgados, que podem contribuir para a retenção de líquido.

Esses cuidados simples, aplicados de forma consistente durante o trajeto, ajudam a reduzir a sensação de peso e inchaço ao final da viagem.


Nem todo inchaço deve ser atribuído apenas à viagem

Um ponto importante sobre circulação em viagens longas: embora o inchaço leve e bilateral (nas duas pernas) seja relativamente comum após viagens prolongadas, nem todo inchaço deve ser interpretado automaticamente como consequência normal do trajeto. Alguns sinais merecem atenção redobrada:

  • Inchaço importante em apenas uma perna, especialmente se surgir de forma mais evidente do que na outra;
  • Dor localizada que acompanha o inchaço;
  • Calor ou vermelhidão na região afetada;
  • Alteração da coloração da pele na perna inchada.

Esse padrão pode estar associado a quadros que exigem avaliação médica, como a trombose venosa, e não deve ser simplesmente observado à espera de melhora espontânea.


Quando buscar atendimento médico imediato durante a viagem?

Alguns sintomas exigem atendimento imediato, sem esperar o retorno para casa:

  • Falta de ar, especialmente se surgir de forma súbita;
  • Dor no peito, isolada ou associada à falta de ar;
  • Inchaço unilateral intenso, acompanhado de dor e alteração de cor na perna.

Nesses casos, a orientação é buscar atendimento médico imediato, já que esses sinais podem estar relacionados a complicações vasculares que exigem investigação urgente.


Quem tem mais atenção a essa questão deve redobrar os cuidados?

Pessoas com histórico pessoal ou familiar de varizes, trombose ou outras alterações vasculares tendem a se beneficiar de cuidados ainda mais consistentes com a circulação em viagens longas, já que a predisposição individual pode aumentar o impacto da imobilidade prolongada sobre a circulação venosa. Nesses casos, vale conversar com o cirurgião vascular antes de viagens especialmente longas, para avaliar se existem recomendações adicionais.


Agende sua avaliação vascular individualizada

Sou a Dra. Nelise Marvulo, cirurgiã vascular e ecografista vascular (CRM-SP 129.367 – RQE 46207 | 462071), com consultório no Jardim Paulista, em São Paulo, onde ofereço tratamento individualizado para varizes, vasinhos, lipedema, linfedema, trombose e check-up vascular, com ecografia vascular com Doppler. Atendo também por telemedicina, incluindo pacientes que vivem fora do país.

Não trabalho com convênios médicos, mas disponibilizo toda a documentação necessária para que você solicite o reembolso junto ao seu plano de saúde.


Vai viajar no próximo feriado? Cuide da circulação em viagens longas e, se notar sinais fora do comum, agende sua avaliação vascular.

Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.