“Dra., é a minha circulação?” Essa costuma ser a primeira suposição de quem sente dor nas pernas — e é compreensível, já que a associação entre dor e circulação é bastante difundida. Mas a resposta é: não necessariamente. As causas de dor nas pernas são variadas, e reconhecer essa diversidade é o primeiro passo para um diagnóstico correto.

Neste artigo, explico as principais causas de dor nas pernas, como diferenciá-las na prática clínica e por que investigar apenas o local do desconforto raramente é suficiente para chegar à origem real do problema.


A dor nas pernas pode ter diferentes origens, e nem todas estão relacionadas à circulação.

Quais são as principais causas de dor nas pernas?

A dor nas pernas pode ter diferentes origens, e nem todas estão relacionadas à circulação. Entre as causas de dor nas pernas mais frequentes, destacam-se:

  • Causas musculares, como tensão, fadiga muscular ou lesões após esforço físico;
  • Causas articulares, relacionadas a alterações no joelho, quadril ou tornozelo;
  • Causas neurológicas, como compressão de nervos ou neuropatias, que podem gerar dor irradiada;
  • Causas vasculares, incluindo insuficiência venosa, varizes e, em casos mais específicos, alterações arteriais.

Por isso, observar apenas o local do desconforto nem sempre é suficiente para descobrir a causa. Duas pessoas podem descrever uma dor na panturrilha, por exemplo, e ter origens completamente diferentes para esse sintoma.


Como diferenciar as causas de dor nas pernas na prática?

Alguns elementos ajudam a direcionar a investigação entre as diferentes causas de dor nas pernas:

  1. O padrão da dor — se é constante, latejante, em queimação, em pontada ou associada a formigamento;
  2. O momento em que ela aparece — ao esforço, em repouso, ao final do dia ou durante a noite;
  3. Fatores que aliviam ou pioram o sintoma — repouso, elevação das pernas, movimento ou massagem;
  4. Presença de sintomas associados, como inchaço, sensação de peso, câimbras ou veias dilatadas;
  5. Histórico prévio de lesões musculoesqueléticas, problemas de coluna ou alterações vasculares.

Esses elementos, avaliados em conjunto, permitem direcionar a investigação com muito mais precisão do que a simples localização da dor relatada pela paciente.


Quando a dor nas pernas está relacionada à circulação?

Entre as causas de dor nas pernas de origem vascular, alguns padrões costumam chamar atenção:

  • Dor associada a sensação de peso e que piora ao longo do dia, especialmente após longos períodos em pé ou sentada;
  • Presença de inchaço na mesma região da dor;
  • Dor relacionada à presença de veias dilatadas ou varizes visíveis;
  • Câimbras noturnas recorrentes, associadas a outros sinais vasculares;
  • Dor de início súbito, associada a inchaço unilateral, calor local ou alteração de coloração — padrão que merece atenção imediata, por poder estar relacionado à trombose venosa.

Quando esses elementos estão presentes, a investigação vascular passa a ser especialmente indicada, com apoio de exame físico detalhado e, quando necessário, ecografia vascular com Doppler.


Alguns padrões tendem a apontar para outras causas de dor nas pernas, fora do contexto vascular

Quando a dor nas pernas provavelmente não é circulatória?

Por outro lado, alguns padrões tendem a apontar para outras causas de dor nas pernas, fora do contexto vascular:

  • Dor relacionada diretamente ao esforço físico recente, sem outros sintomas associados;
  • Dor localizada em articulações específicas, como joelho ou tornozelo, associada a movimento;
  • Dor com irradiação característica, como da região lombar para a perna, sugerindo origem neurológica;
  • Ausência de inchaço, veias dilatadas ou sensação de peso associados ao sintoma.

Nesses casos, a avaliação pode direcionar a paciente para outras especialidades, como ortopedia ou neurologia, sempre que os achados apontarem para essas origens.


Por que uma pesquisa rápida na internet não substitui a avaliação médica?

Um diagnóstico adequado sobre as causas de dor nas pernas não começa em uma pesquisa rápida na internet. Começa com escuta, história clínica detalhada e avaliação individualizada. Isso porque sintomas semelhantes — como “dor na panturrilha” ou “dor na perna ao caminhar” — podem corresponder a condições completamente diferentes, dependendo do contexto clínico de cada paciente.

Associar automaticamente qualquer dor nas pernas à má circulação pode levar tanto à investigação de algo que não é o problema real quanto, em sentido contrário, a negligenciar sintomas que, de fato, indicam uma alteração vascular relevante.


Quando há suspeita de origem vascular, a ecografia com Doppler complementa a investigação.

Como é conduzida a avaliação das causas de dor nas pernas?

A consulta se inicia com a escuta detalhada do padrão de dor, do momento em que ela surge, dos sintomas associados e do histórico clínico da paciente. Em seguida, é realizado exame físico direcionado, avaliando tanto aspectos vasculares quanto musculoesqueléticos. Quando há suspeita de origem vascular, a ecografia com Doppler complementa a investigação, permitindo confirmar ou descartar essa hipótese com precisão.


Agende sua avaliação vascular individualizada

Sou a Dra. Nelise Marvulo, cirurgiã vascular e ecografista vascular (CRM-SP 129.367 – RQE 46207 | 462071), com consultório no Jardim Paulista, em São Paulo, onde ofereço tratamento individualizado para varizes, vasinhos, lipedema, linfedema, trombose e check-up vascular, com ecografia vascular com Doppler. Atendo também por telemedicina, para todo o Brasil e para pacientes que vivem no exterior.

Não trabalho com convênios médicos, mas disponibilizo toda a documentação necessária para que você solicite o reembolso junto ao seu plano de saúde.

Sente dor nas pernas e não sabe se está relacionada à circulação? Agende sua avaliação vascular e entenda a real origem do seu sintoma.

Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.