Existem diversas crenças populares sobre o que causa varizes — cruzar as pernas, usar determinado calçado, tomar sol em excesso. Mas os verdadeiros fatores de risco para varizes são outros, bem estabelecidos na literatura médica, e conhecê-los ajuda a entender, de forma realista, o que pode ser prevenido e o que depende, principalmente, de predisposição individual.

Histórico familiar é um dos fatores associados às varizes.

Predisposição genética

A genética é, isoladamente, um dos fatores de risco para varizes mais consistentemente associados à condição. Estudos mostram que filhos de pais com varizes têm chance significativamente maior de desenvolver o mesmo quadro ao longo da vida, em comparação com a população geral. Essa predisposição está relacionada a características hereditárias da parede venosa e das válvulas, que tornam algumas pessoas mais suscetíveis ao refluxo, independentemente de seus hábitos de vida.
Imagem de apoio: histórico familiar é um dos fatores associados às varizes.

Alterações hormonais

Hormônios femininos — especialmente o estrogênio e a progesterona — influenciam diretamente a complacência da parede venosa, tornando-a mais propensa à dilatação. Esse é um dos motivos pelos quais mulheres apresentam prevalência de varizes significativamente maior do que homens, e por que determinadas fases hormonais da vida — puberdade, gestação, uso de contraceptivos hormonais e menopausa — podem estar associadas ao surgimento ou agravamento do quadro.

A gestação pode influenciar o retorno venoso e o aparecimento de varizes

Gestação

As gestações, especialmente as múltiplas (gêmeos ou mais), representam um dos fatores de risco para varizes mais relevantes entre as mulheres. Durante a gravidez, o volume sanguíneo circulante aumenta consideravelmente, e o útero em crescimento comprime as veias pélvicas, dificultando o retorno venoso das pernas. Some-se a isso o efeito relaxante da progesterona sobre a parede venosa, e fica clara a razão pela qual muitas mulheres notam o surgimento ou piora de varizes já na primeira gestação.

Idade

O avanço da idade está associado a alterações progressivas e cumulativas nas válvulas e na parede das veias, que perdem parte de sua elasticidade e eficiência ao longo das décadas. Por isso, a prevalência de varizes tende a aumentar consistentemente com o passar dos anos, ainda que o quadro possa se manifestar já em idades relativamente jovens, especialmente quando há forte histórico familiar.

Pausas para movimento ajudam a evitar longos períodos de imobilidade.

Hábitos de vida: agravantes, não causas isoladas

Sedentarismo, obesidade e longos períodos em pé ou sentada atuam como fatores agravantes relevantes entre os fatores de risco para varizes, mas raramente são, isoladamente, a causa principal do quadro. Eles pesam mais sobre pessoas que já têm alguma predisposição subjacente
— genética, hormonal ou relacionada à idade —, acelerando ou intensificando a manifestação clínica da doença venosa

É possível prevenir o surgimento de varizes?


Como a maior parte dos fatores de risco para varizes não é modificável (genética, sexo, idade, histórico gestacional), a prevenção completa nem sempre é possível. No entanto, cuidar dos fatores agravantes — manter-se em movimento, evitar longos períodos imóvel, controlar o peso corporal — pode retardar a progressão do quadro e reduzir a intensidade dos sintomas ao longo do tempo.

Agende sua avaliação vascular individualizada


Sou a Dra. Nelise Marvulo, cirurgiã vascular e ecografista vascular (CRM-SP 129.367 – RQE 46207 | 462071), com consultório no Jardim Paulista, em São Paulo, onde ofereço tratamento individualizado para varizes, vasinhos, lipedema, linfedema, trombose e check-up vascular, com ecografia vascular com Doppler. Atendo também por telemedicina, para todo o Brasil e para pacientes que vivem no exterior. Não trabalho com convênios médicos, mas disponibilizo toda a documentação necessária para reembolso.


Tem histórico familiar de varizes ou outros fatores de risco? Agende sua avaliação vascular preventiva.

Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.