Índice

  1. Vasinhos podem indicar um problema maior?
  2. Por que a avaliação vascular dos vasinhos vai além da estética?
  3. O que a avaliação vascular dos vasinhos investiga?
  4. Quando os vasinhos são apenas estética?
  5. Quando os vasinhos merecem investigação mais profunda?
  6. Como funciona o mapeamento venoso?
  7. O que acontece se eu tratar os vasinhos sem avaliação?
  8. FAQ — Avaliação vascular dos vasinhos

 

Vasinhos podem indicar um problema maior?

Em alguns casos, sim. A avaliação vascular dos vasinhos é o que diferencia uma queixa puramente estética de um sinal de doença venosa em estágio inicial. Muitas pacientes procuram o consultório apenas para tratar esses vasos e, durante o exame, descobrem uma alteração mais importante na circulação.

Isso não significa que todo vasinho esconda um problema sério — a maioria realmente é só uma questão estética. Mas sem a avaliação vascular dos vasinhos, não há como saber em qual grupo cada paciente se encaixa.


Por que a avaliação vascular dos vasinhos vai além da estética?

Os vasinhos podem surgir isolados ou alimentados por uma veia de maior calibre, que não aparece a olho nu. Quando essa veia está presente, tratar apenas o vaso visível costuma trazer resultado temporário, já que a causa continua ativa.

A avaliação vascular dos vasinhos existe justamente para identificar essa origem antes de decidir a técnica de tratamento, evitando retrabalho e frustração com o resultado.


O que a avaliação vascular dos vasinhos investiga?

Durante a consulta, alguns pontos são observados:

  • Padrão, cor e distribuição dos vasinhos
  • Presença de sintomas associados, como ardência ou peso
  • Histórico familiar de varizes e doença venosa
  • Uso de anticoncepcionais, gestações e reposição hormonal
  • Necessidade de exame de imagem para mapear veias maiores

Quando os vasinhos são apenas estética?

Na maioria das vezes, vasinhos finos, isolados e sem sintomas associados representam apenas uma questão estética. Nesses casos, o tratamento costuma ser direto, com escleroterapia ou laser, sem necessidade de investigação mais extensa.


Quando os vasinhos merecem investigação mais profunda?

Alguns sinais indicam que a avaliação vascular dos vasinhos deve ir além do exame físico:

  • Vasinhos numerosos e que aumentam rapidamente
  • Sensação de peso, ardência ou câimbras associada
  • Presença de veias maiores próximas aos vasinhos
  • Histórico familiar forte de varizes ou trombose
  • Vasinhos que retornam pouco tempo após tratamento anterior

Como funciona o mapeamento venoso?

O mapeamento venoso é um exame de ultrassom (Doppler) que faz parte da avaliação vascular dos vasinhos quando há suspeita de uma veia maior alimentando os vasos visíveis. Ele mostra o trajeto das veias, identifica pontos de refluxo e orienta qual técnica de tratamento é mais indicada em cada caso.


O que acontece se eu tratar os vasinhos sem avaliação?

Tratar vasinhos sem uma avaliação vascular completa pode funcionar bem quando eles realmente são isolados. Porém, quando existe uma veia maior por trás deles, o resultado tende a ser parcial: os vasinhos tratados clareiam, mas novos vasos aparecem rapidamente na mesma região, porque a causa não foi resolvida.

Você já tratou vasinhos antes e eles voltaram? Ou nunca passou por uma avaliação vascular completa?

Agende sua consulta presencial em São Paulo (Jardins) ou por teleconsulta — disponível também para quem está no exterior.


FAQ — Avaliação vascular dos vasinhos

Toda pessoa com vasinhos precisa fazer exame de imagem? Não. A avaliação vascular dos vasinhos define, caso a caso, quem precisa de exame complementar.

Vasinhos sempre indicam varizes? Não necessariamente. Muitos vasinhos são isolados e não estão associados a varizes maiores.

Por que meus vasinhos voltaram depois do tratamento? Isso pode acontecer quando existe uma veia maior alimentando a região, não identificada antes do tratamento inicial.

A avaliação vascular dos vasinhos dói? Não. Ela envolve conversa, exame físico e, quando indicado, um ultrassom indolor.

Tenho convênio, consigo usar para a consulta? Não são atendidos convênios diretamente no consultório, mas é fornecida toda a documentação necessária para solicitação de reembolso junto ao plano de saúde.

Moro fora do Brasil, consigo passar por uma avaliação inicial? Sim, a teleconsulta está disponível também para pacientes no exterior, para orientação inicial sobre os vasinhos e encaminhamento adequado.


Atendimento presencial em São Paulo (Jardim Paulista) e teleconsulta (Brasil e exterior)


Revisado por: Dra. Nelise Marvulo, Cirurgiã Vascular e Ecografista Vascular — CRM-SP 129.367 | RQE 46207 | 462071

Observação: as informações deste conteúdo têm caráter educativo e não substituem consulta médica. A indicação de tratamento depende de avaliação clínica individual.

Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.