Índice

1. Varizes voltam depois do tratamento? A resposta direta
2. Por que essa dúvida é tão comum entre as pacientes?
3. O tratamento falhou ou surgiram novas veias?
4. Quais fatores influenciam o surgimento de novas varizes?
5. Como reduzir a chance de novas varizes aparecerem?
6. Qual o papel do acompanhamento vascular contínuo?
7. Vale a pena tratar as varizes mesmo sabendo disso?
8. FAQ — Varizes voltam depois do tratamento


Varizes voltam depois do tratamento? A resposta direta

A veia tratada corretamente não volta a funcionar como varize — mas novas varizes podem surgir ao longo dos anos em outras veias, especialmente em quem mantém fatores de risco como genética, hormônios e longos períodos em pé. Ou seja, “varizes voltam depois do tratamento” nem sempre significa que o procedimento falhou: muitas vezes, é uma veia diferente que passou a apresentar a mesma doença.

Essa distinção é essencial para quem está avaliando o tratamento e quer entender o que realmente esperar dos resultados a longo prazo.


Por que essa dúvida é tão comum entre as pacientes?

É natural associar o reaparecimento de veias visíveis a uma falha do tratamento anterior. Mas a varize é uma doença crônica, e sua causa — a predisposição das veias a perder a função das válvulas — continua presente mesmo depois de tratar as veias já comprometidas. Por isso a pergunta “varizes voltam depois do tratamento” aparece com tanta frequência no consultório.


O Doppler vascular ajuda a entender se as varizes voltam por recidiva ou por novas veias comprometidas.

O tratamento falhou ou surgiram novas veias?

Existem duas situações bem diferentes, e a avaliação com Doppler vascular ajuda a diferenciá-las:

Recidiva verdadeira: quando a mesma veia tratada volta a apresentar refluxo, o que é raro quando o tratamento foi bem indicado e executado.
Nova veia comprometida: quando outra veia, antes saudável, passa a apresentar a doença — a situação mais comum quando se fala em varizes voltam depois do tratamento.


Quais fatores influenciam o surgimento de novas varizes?

Alguns fatores tornam mais provável que novas varizes surjam depois do tratamento inicial:

– Histórico familiar de doença venosa
– Gravidez e alterações hormonais
– Longos períodos em pé ou sentada
– Sedentarismo e excesso de peso
– Envelhecimento natural das veias


Como reduzir a chance de novas varizes aparecerem?

Embora não seja possível eliminar totalmente o risco, alguns cuidados ajudam a reduzir a chance de novas varizes: uso de meias de compressão quando indicado, atividade física regular, controle de peso e pausas durante períodos prolongados na mesma posição. Esses hábitos não impedem a predisposição genética, mas colaboram para retardar a evolução da doença.


O acompanhamento contínuo é o que sustenta o resultado do tratamento a longo prazo.

Qual o papel do acompanhamento vascular contínuo?

O acompanhamento periódico, geralmente anual, é o que permite identificar precocemente qualquer nova veia comprometida — muito antes que ela evolua a ponto de gerar sintomas. Esse cuidado contínuo é o que garante que, mesmo diante da pergunta “varizes voltam depois do tratamento”, a resposta prática seja sempre agir cedo, com o mesmo cuidado do primeiro tratamento.


Vale a pena tratar as varizes mesmo sabendo disso?

Sim. Saber que novas varizes podem surgir não diminui o valor do tratamento — pelo contrário, reforça a importância de encará-lo como parte de um cuidado contínuo, e não como um evento único. As veias tratadas deixam de causar sintomas e de comprometer a estética das pernas, enquanto o acompanhamento cuida do que vier a seguir.

Já tratou varizes antes e quer entender se algumas veias voltaram a incomodar?

Agende sua consulta no Jardim Paulista, em São Paulo, ou por teleconsulta — disponível também para quem está no exterior.


FAQ — Varizes voltam depois do tratamento

As varizes voltam depois do tratamento?
A veia tratada não volta a funcionar como varize, mas novas veias podem ser comprometidas ao longo do tempo.

Isso significa que o tratamento falhou?
Não necessariamente. Na maioria dos casos, trata-se de uma nova veia, e não de uma recidiva da veia já tratada.

Como saber se é recidiva ou uma nova varize?
O Doppler vascular permite diferenciar as duas situações com precisão.

Existe forma de evitar que novas varizes surjam?
Não totalmente, mas hábitos como atividade física e meias de compressão ajudam a retardar sua evolução.

Tenho convênio, consigo usar para a consulta de acompanhamento?
Não são atendidos convênios diretamente no consultório, mas é fornecida toda a documentação necessária para solicitação de reembolso junto ao plano de saúde.

Moro fora do Brasil, consigo acompanhamento à distância?
Sim, a teleconsulta está disponível também para pacientes no exterior, para orientação inicial e encaminhamento adequado.


Revisado por: Dra. Nelise Marvulo, Cirurgiã Vascular e Ecografista Vascular — CRM-SP 129.367 | RQE 46207 | 462071

Observação: as informações deste conteúdo têm caráter educativo e não substituem consulta médica. A indicação de tratamento depende de avaliação clínica individual.

Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.