Índice

  1. Mitos sobre varizes: por que a internet costuma errar?
  2. Mito 1 — Creme resolve varizes
  3. Mito 2 — Exercício elimina varizes
  4. Mito 3 — Suplemento trata varizes
  5. Mito 4 — Cruzar as pernas causa varizes
  6. Mito 5 — Varizes são só um problema estético
  7. Mito 6 — Todo tratamento de varizes exige cirurgia
  8. Por que cada caso de varizes é diferente?
  9. FAQ — Mitos sobre varizes

Muitos mitos sobre varizes circulam na internet e podem atrasar o diagnóstico correto.

Mitos sobre varizes: por que a internet costuma errar?

Os mitos sobre varizes mais comuns envolvem cremes milagrosos, exercícios que “eliminam” as veias, suplementos e crenças como “cruzar as pernas causa varizes”. Nenhuma dessas soluções trata a causa real da doença, que está relacionada ao funcionamento das válvulas venosas, e não a hábitos isolados do dia a dia.

Pesquisar sintomas na internet pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo, mas também pode atrasar um diagnóstico correto quando a informação encontrada é genérica ou equivocada.

 


Mito 1 — Creme resolve varizes

Cremes e géis podem até aliviar a sensação de peso nas pernas, mas não têm capacidade de fechar uma veia doente ou reverter o refluxo venoso. Entre os mitos sobre varizes, esse é um dos mais persistentes, justamente por prometer uma solução simples para um problema que exige tratamento médico específico.


O exercício ajuda a circulação, mas não desfaz mitos sobre varizes ao substituir o tratamento.

Mito 2 — Exercício elimina varizes

A atividade física é excelente aliada da circulação e ajuda a reduzir sintomas como peso e inchaço, mas não elimina veias já comprometidas. Caminhar e fortalecer a panturrilha melhora o retorno venoso, mas não substitui o tratamento indicado para as varizes existentes.


Mito 3 — Suplemento trata varizes

Alguns suplementos podem contribuir para a saúde vascular de forma geral, mas nenhum deles trata varizes já formadas. Esse é outro dos mitos sobre varizes que costuma atrasar a busca por uma avaliação especializada, ao criar a expectativa de uma solução simples e sem acompanhamento médico.


Mito 4 — Cruzar as pernas causa varizes

Cruzar as pernas não causa varizes. O que pode acontecer é um leve desconforto adicional em quem já tem doença venosa, pela posição prolongada. A origem das varizes está ligada a fatores genéticos, hormonais e ao estilo de vida ao longo dos anos — não a um hábito postural pontual.


Mito 5 — Varizes são só um problema estético

Embora o incômodo estético seja real e legítimo, as varizes representam uma doença vascular progressiva. Ignorar esse aspecto, tratando apenas a aparência sem investigar a causa, é um dos mitos sobre varizes que pode comprometer o resultado a longo prazo.


Desfazer os mitos sobre varizes começa por uma avaliação individualizada e bem explicada.

Mito 6 — Todo tratamento de varizes exige cirurgia

Muitas pacientes evitam procurar ajuda por acreditar que o tratamento sempre envolve cirurgia. Na prática, boa parte dos casos é resolvida com escleroterapia ou laser, procedimentos ambulatoriais de recuperação rápida. A cirurgia costuma ser reservada para situações mais específicas.


Por que cada caso de varizes é diferente?

Um dos motivos pelos quais os mitos sobre varizes se espalham é a busca por soluções universais para um problema que, na prática, varia muito de pessoa para pessoa. A causa, o estágio e o tratamento ideal dependem de uma avaliação individual — o que a internet, por mais bem-intencionada que seja, não consegue oferecer.

Já acreditou em algum desses mitos sobre varizes e quer entender de fato o que está acontecendo com suas pernas?

Agende sua consulta no Jardim Paulista, em São Paulo, ou por teleconsulta — disponível também para quem está no exterior.


FAQ — Mitos sobre varizes

Creme realmente resolve varizes? Não. Cremes podem aliviar sintomas, mas não fecham veias já comprometidas.

Cruzar as pernas causa varizes? Não. A origem das varizes está ligada a fatores genéticos, hormonais e de estilo de vida.

Exercício substitui o tratamento de varizes? Não. O exercício ajuda a circulação, mas não elimina veias já afetadas pela doença.

Todo caso de varizes precisa de cirurgia? Não. Grande parte dos casos é tratada com escleroterapia ou laser.

Tenho convênio, consigo usar para a consulta? Não são atendidos convênios diretamente no consultório, mas é fornecida toda a documentação necessária para solicitação de reembolso junto ao plano de saúde.

Moro fora do Brasil, consigo esclarecer dúvidas sobre varizes por teleconsulta? Sim, a teleconsulta está disponível também para pacientes no exterior, para orientação inicial e encaminhamento adequado.


Atendimento presencial no Jardim Paulista, São Paulo, e teleconsulta (Brasil e exterior)


Revisado por: Dra. Nelise Marvulo, Cirurgiã Vascular e Ecografista Vascular — CRM-SP 129.367 | RQE 46207 | 462071

Observação: as informações deste conteúdo têm caráter educativo e não substituem consulta médica. A indicação de tratamento depende de avaliação clínica individual.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.