Quando o inchaço nos pés e tornozelos se repete com frequência — principalmente no final da tarde —, ele deixa de ser apenas um detalhe.

Você calça o sapato pela manhã e ele está perfeito. Mas, ao final do dia, parece menor — como se seus pés tivessem crescido em poucas horas. Essa sensação, tão comum quanto pouco comentada, costuma ter uma explicação simples: inchaço nos pés e tornozelos.

Muitas mulheres associam esse desconforto ao calor, ao salto alto ou a um dia mais cansativo. E, de fato, esses fatores podem contribuir. Mas quando o inchaço nos pés e tornozelos se repete com frequência — principalmente no final da tarde —, ele deixa de ser apenas um detalhe do dia a dia e passa a ser um sinal que merece atenção. Neste artigo, reúno as principais dúvidas sobre o tema, explico as causas mais comuns e ajudo você a identificar o momento certo de buscar uma avaliação vascular individualizada.


Por que ocorre o inchaço nos pés e tornozelos?

O inchaço nos pés e tornozelos, também chamado de edema, acontece quando há acúmulo de líquido nos tecidos dessa região. Entre as causas mais frequentes estão:

  • Longos períodos em pé ou sentada, sem pausas para movimentação;
  • Calor e temperaturas elevadas, que favorecem a dilatação dos vasos sanguíneos;
  • Uso prolongado de determinados calçados, especialmente os de salto alto;
  • Viagens longas, principalmente de avião, com pouca movimentação das pernas;
  • Alterações hormonais, que podem influenciar a retenção de líquido;
  • Alterações da circulação venosa, quando o retorno do sangue das pernas até o coração está comprometido.

Nem todo episódio de inchaço nos pés e tornozelos está relacionado a um problema vascular. Um edema pontual, que surge após um dia atípico e desaparece com repouso e elevação das pernas, costuma ter causas mais simples. O que muda o cenário é a recorrência: quando esse inchaço se torna parte da rotina, especialmente acompanhado de outros sinais, ele passa a ser um dado clínico relevante.


Sapato apertado no final do dia é sempre sinal de problema vascular?

Nem sempre — mas é um sintoma que vale a pena observar com atenção. A sensação de sapato mais apertado à noite costuma refletir, justamente, o inchaço nos pés e tornozelos acumulado ao longo do dia. Quando esse padrão se repete quase diariamente, ele pode indicar que a circulação venosa está enfrentando alguma dificuldade para realizar o retorno do sangue das pernas até o coração.

Isso não significa, necessariamente, um diagnóstico grave. Significa, sim, que vale a pena investigar a origem do sintoma, em vez de simplesmente atribuí-lo ao calçado ou ao cansaço do dia.


Quando o inchaço se combina com outros sintomas, a investigação vascular passa a ser especialmente recomendada.

Quais outros sinais devem acompanhar a observação do inchaço?

O inchaço nos pés e tornozelos, isoladamente, nem sempre é suficiente para definir se há ou não uma alteração vascular associada. Por isso, vale prestar atenção a sinais complementares, como:

  1. Sensação de peso ou cansaço nas pernas;
  2. Presença de vasinhos ou varizes, mesmo discretos;
  3. Coceira persistente próxima às veias;
  4. Alterações na coloração da pele ao redor do tornozelo;
  5. Desconforto ao permanecer muito tempo na mesma posição.

Quando o edema aparece isolado, sem nenhum desses sinais associados, muitas vezes está relacionado a fatores externos, como calor ou tempo prolongado em pé. Já quando ele se combina com outros sintomas, a investigação vascular passa a ser especialmente recomendada.


Inchaço em apenas uma perna: quando procurar avaliação com urgência?

Diferente do edema bilateral (nas duas pernas), que costuma estar mais relacionado a fatores como calor, tempo em pé ou alterações hormonais, o inchaço nos pés e tornozelos que aparece de forma súbita e apenas em uma das pernas merece atenção imediata. Nesses casos, especialmente quando acompanhado de dor, vermelhidão ou calor local, é importante procurar avaliação médica sem demora, já que esse padrão pode estar associado a quadros que exigem investigação urgente, como a trombose venosa.


Como é feita a avaliação do inchaço nos pés e tornozelos?

Diante de um quadro recorrente, a avaliação vascular reúne diferentes elementos: histórico clínico da paciente, características do inchaço, presença de sintomas associados, exame físico detalhado e, quando indicado, exames complementares como o Doppler vascular — capaz de estudar o fluxo sanguíneo e identificar alterações no funcionamento das veias.

Essa combinação de informações é o que permite compreender se o inchaço nos pés e tornozelos está relacionado a um fator pontual e reversível ou se existe, de fato, uma alteração circulatória que precisa de acompanhamento contínuo. Não existe fórmula genérica: cada avaliação é conduzida de forma individualizada, considerando a história e as particularidades de cada paciente.


O corpo dá pistas antes mesmo de você perceber que algo mudou

Assim como você presta atenção a mudanças na pele ou no cabelo, vale reservar o mesmo cuidado para os sinais que as pernas apresentam. O inchaço nos pés e tornozelos recorrente é, muitas vezes, uma das primeiras pistas de que a circulação merece um olhar mais atento — antes que o sintoma evolua para um desconforto maior.


Dra. Nelise Marvulo, cirurgiã vascular e ecografista vascular (CRM-SP 129.367 – RQE 46207 | 462071)

Agende sua avaliação vascular individualizada

Sou a Dra. Nelise Marvulo, cirurgiã vascular e ecografista vascular (CRM-SP 129.367 – RQE 46207 | 462071), com consultório no Jardim Paulista, em São Paulo, onde ofereço tratamento individualizado para varizes, vasinhos, lipedema, linfedema, trombose e check-up vascular. Atendo também por telemedicina, incluindo pacientes que vivem fora do país.

Não trabalho com convênios médicos, mas disponibilizo toda a documentação necessária para que você solicite o reembolso junto ao seu plano de saúde.

Percebe seus sapatos mais apertados no final do dia? Agende sua avaliação vascular e entenda o que o seu corpo está sinalizando.

 

Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.