É aquele que leva em consideração a rotina, os sintomas, o histórico, as expectativas e, principalmente, o que a avaliação vascular revela sobre a circulação daquela paciente específica. Neste artigo, explico por que essa individualização é tão importante, quais fatores influenciam a escolha do tratamento e por que a avaliação sempre vem antes do procedimento.


Existe um único melhor tratamento para varizes?

Não. Essa é, talvez, a resposta mais importante deste artigo. O melhor tratamento para varizes varia de pessoa para pessoa, porque duas pacientes podem chegar ao consultório com queixas parecidas — os mesmos vasinhos, o mesmo tipo de veia varicosa — e precisar de abordagens completamente diferentes.

Entre as possibilidades de tratamento mais conhecidas para varizes e vasinhos estão:

Escleroterapia, indicada para vasinhos e algumas varizes de menor calibre;

Tratamento a laser, utilizado em situações específicas, conforme as características dos vasos;
Procedimentos cirúrgicos ou minimamente invasivos, indicados para determinados casos de varizes de maior calibre;
Acompanhamento clínico, quando a conduta mais adequada é observar a evolução do quadro.

Nenhuma dessas opções é, por definição, superior às demais. O que determina qual delas representa o melhor tratamento para varizes em cada caso é o conjunto de informações obtidas na avaliação vascular — não a popularidade da técnica.


Por que a avaliação vem antes da escolha do tratamento?

Escolher a técnica antes de compreender a circulação da paciente é como definir uma solução antes de entender completamente o problema. A avaliação vascular busca reunir:

1. Sintomas relatados, como peso, inchaço, coceira ou desconforto;
2. Histórico clínico e familiar, incluindo casos de varizes ou trombose na família;
3. Características das veias, observadas no exame físico;
4. Rotina da paciente, já que hábitos como tempo em pé ou sentada influenciam o quadro;
5. Exames complementares, como o Doppler vascular, quando indicado.

Somente depois de reunir essas informações é possível discutir, com segurança, qual seria o melhor tratamento para varizes naquele caso específico — e se, de fato, existe indicação de tratamento imediato ou se o acompanhamento clínico é a conduta mais adequada no momento.


O que costuma influenciar a escolha do tratamento?

Alguns dos principais fatores considerados na definição do **melhor tratamento para varizes** incluem:

–  Calibre e localização dos vasos afetados;
Presença ou ausência de sintomas associados;
Resultado de exames complementares**, quando realizados;
Expectativas da paciente em relação ao resultado e ao tempo de recuperação;
Condições clínicas gerais, que podem influenciar a indicação de determinadas técnicas.

Por isso, o tratamento indicado para uma amiga, uma colega ou uma familiar não é necessariamente o mais adequado para o seu caso — mesmo que as queixas pareçam, à primeira vista, semelhantes.


Tecnologia e experiência são importantes — mas não substituem a individualização

Contar com tecnologia atualizada e experiência clínica é fundamental para a qualidade de qualquer tratamento vascular. Mas nenhuma das duas substitui a etapa mais importante do processo: pensar o tratamento para a pessoa que está diante do médico, e não para o quadro genérico que a condição representa.

Na saúde vascular, o melhor tratamento para varizes é, sempre, aquele que faz sentido para o seu caso — construído a partir da sua história, e não de um protocolo padronizado.


Como funciona a consulta para definição do tratamento?

A consulta se inicia com a escuta da história clínica e dos sintomas relatados, seguida do exame físico detalhado das veias. Quando indicado, esse exame é complementado pela ecografia vascular com Doppler, que permite observar o fluxo sanguíneo e as estruturas venosas com maior precisão. Somente com essas informações reunidas é possível discutir, de forma clara e individualizada, quais opções de tratamento fazem sentido — e por quê.


Agende sua avaliação vascular individualizada

Sou a Dra. Nelise Marvulo, cirurgiã vascular e ecografista vascular (CRM-SP 129.367 – RQE 46207 | 462071), com consultório no Jardim Paulista, em São Paulo, onde ofereço tratamento individualizado para varizes, vasinhos, lipedema, linfedema, trombose e check-up vascular, com ecografia vascular com Doppler. Atendo também por telemedicina, incluindo pacientes que vivem fora do país.

Não trabalho com convênios médicos, mas disponibilizo toda a documentação necessária para que você solicite o reembolso junto ao seu plano de saúde.


O melhor tratamento para varizes é aquele pensado para você. Agende sua avaliação vascular individualizada.


Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.