O chinelo, sozinho, não é responsável pelo aparecimento das varizes.

O chinelo virou tendência mundial — presente nas passarelas, nas celebridades e nas redes sociais, além de já fazer parte da rotina de muita gente fora de casa. Com essa popularização, surgiu também uma dúvida recorrente: será que chinelo causa varizes ou prejudica a circulação quando usado todos os dias?

A resposta curta é: não. O chinelo, sozinho, não é responsável pelo aparecimento das varizes. Mas essa resposta direta merece ser explicada com mais profundidade, porque a dúvida sobre chinelo causa varizes costuma esconder uma pergunta mais importante — o que, de fato, influencia a saúde vascular das pernas no dia a dia.


Afinal, chinelo causa varizes?

Não. Atribuir o surgimento de varizes exclusivamente ao uso de chinelo é uma simplificação que não corresponde à complexidade da doença venosa. A ideia de que chinelo causa varizes provavelmente surgiu da associação entre esse tipo de calçado e uma menor sustentação do pé — mas essa característica, isoladamente, não é capaz de desencadear uma alteração venosa significativa.

As varizes são resultado de um conjunto de fatores que atuam sobre a parede e as válvulas das veias ao longo do tempo — não de uma escolha pontual de calçado.


Quais fatores realmente estão relacionados ao surgimento de varizes?

Ao invés do chinelo, os principais fatores associados ao desenvolvimento de varizes incluem:

  • Predisposição genética, um dos fatores mais consistentemente associados à condição;
  • Alterações hormonais, que influenciam a complacência da parede venosa;
  • Gestação, especialmente em gestações múltiplas, pelo aumento de volume sanguíneo e compressão pélvica;
  • Envelhecimento, associado a alterações progressivas nas válvulas venosas;
  • Longos períodos na mesma posição, seja em pé ou sentada, sem movimentação.

Nenhum desses fatores está relacionado ao tipo específico de calçado utilizado. Por isso, a pergunta “chinelo causa varizes?” tende a desviar a atenção do que realmente importa: a combinação entre predisposição individual e hábitos de movimentação ao longo do dia.


O retorno venoso precisa de movimento!

O que realmente importa para o retorno venoso?

Mais importante do que escolher entre chinelo, sandália ou outro tipo de calçado é lembrar que o retorno venoso das pernas depende, sobretudo, de movimento. Ao caminhar, a musculatura da panturrilha se contrai e ajuda a impulsionar o sangue das pernas de volta ao coração — mecanismo conhecido como “bomba muscular da panturrilha”.

Isso significa que a pergunta mais relevante não é “chinelo causa varizes?”, mas sim: “quanto tempo por dia eu passo em movimento, independentemente do calçado que estou usando?”


O alerta não é abandonar o chinelo — é não confundir conforto com imobilidade

O ponto central por trás da dúvida sobre chinelo causa varizes não é o calçado em si, mas um hábito que costuma acompanhá-lo: permanecer parada por longos períodos, associando o conforto do chinelo à ausência de movimento. Suas pernas foram feitas para entrar em movimento — e é esse movimento, não a escolha do calçado, que sustenta a saúde da circulação venosa ao longo do dia.

Chinelo pode ser moda. Movimento precisa ser hábito.


Existe algum cuidado específico para quem usa chinelo com frequência?

Não é necessário abandonar o chinelo por causa da dúvida sobre chinelo causa varizes. Alguns cuidados simples ajudam a manter a circulação saudável, independentemente do calçado utilizado:

  1. Evite permanecer parada, em pé ou sentada, por períodos muito prolongados;
  2. Inclua caminhadas regulares na rotina, mesmo que curtas;
  3. Alterne o uso de diferentes tipos de calçado ao longo da semana;
  4. Preste atenção a sinais como peso, inchaço ou vasinhos, que merecem avaliação independentemente do calçado usado;
  5. Priorize o movimento como hábito diário — não apenas como exceção.

Quando um sintoma nas pernas merece avaliação, independentemente do calçado?

Se você percebe sinais como peso nas pernas, inchaço recorrente, vasinhos em aumento ou varizes visíveis, a origem provável não está no tipo de calçado utilizado, mas em uma combinação de fatores individuais que merece ser investigada por meio de uma avaliação vascular. Atribuir o sintoma apenas ao chinelo pode atrasar a identificação da causa real — e, consequentemente, o início do cuidado adequado.


Agende sua avaliação vascular individualizada

Sou a Dra. Nelise Marvulo, cirurgiã vascular e ecografista vascular (CRM-SP 129.367 – RQE 46207 | 462071), com consultório no Jardim Paulista, em São Paulo, onde ofereço tratamento individualizado para varizes, vasinhos, lipedema, linfedema, trombose e check-up vascular, com ecografia vascular com Doppler. Atendo também por telemedicina, para todo o Brasil e para pacientes que vivem no exterior.

Não trabalho com convênios médicos, mas disponibilizo toda a documentação necessária para que você solicite o reembolso junto ao seu plano de saúde.

Você usa chinelo para tudo ou somente dentro de casa? Se notou sinais nas suas pernas, independentemente do calçado, agende sua avaliação vascular.

Varizes são veias que se tornaram alongadas, dilatadas e tortuosas, o que causa uma alteração no funcionamento desses vasos, dificultando o retorno do sangue dos tecidos para o coração. Mais frequentemente acometem as veias das coxas e pernas podendo causar, além de desconforto estético, inchaço, formigamento, dor, sensação de cansaço e peso nas pernas, sintomas esses que frequentemente pioram ao longo do dia, especialmente após permanecer longos períodos em pé ou sentado, nos dias mais quentes e no período próximo ou durante a menstruação e gravidez e que melhoram com a elevação dos membros. É um problema que acomete cerca de 38% da população brasileira e sua incidência aumenta com o avançar da idade. O principal fator associado ao seu desenvolvimento é a herança genética mas outros fatores como hormônios,  gestações, hábitos de vida, obesidade e permanência por longos períodos em pé ou sentado podem contribuir para potencializar o surgimento desse problema. Seu tratamento depende do grau de acometimento das veias, localização, quantidade e expectativas dos pacientes, podendo envolver desde mudanças no estilo de vida (perda de peso, atividades físicas regulares, alterações posturais, etc), uso de medicações sintomáticas, uso de meias elásticas, escleroterapia, laser transdérmico, espuma densa, flebectomia, cirurgia convencional para tratamento da safena ou tratamento das safenas com laser endovenoso. O avanço das técnicas permite hoje um diagnóstico preciso e associação dessas técnicas de forma a termos tratamentos mais eficazes, confortáveis, evitando internações e cirurgias em mais de 80% dos casos e, quando elas são necessárias, o processo é muito menos invasivo, com menos dor, menos sofrimento e rápida recuperação e retorno às atividades habituais!
Vasos da face e do tronco: o processo de envelhecimento, com afinamento da pele, perda de tecido de sustentação do rosto e a frequente exposição solar comumente levam ao aparecimento de vasinhos (e até mesmo veias mais calibrosas) no rosto e no tronco, que causam um incômodo estético importante. Poucas pessoas sabem que é possível tratar esses vasos de modo não invasivo, com o uso exclusivo de laser transdérmico, sem cortes, sem injeções, no próprio consultório, em poucas visitas.

Lipedema é uma condição crônica caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, geralmente em pernas e braços, associada a dor, sensibilidade ao toque, inchaço e facilidade para hematomas. Afeta quase exclusivamente mulheres e, muitas vezes, é confundida com obesidade ou linfedema, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento adequados.

Como cirurgiã vascular, atuo no diagnóstico preciso do lipedema e no acompanhamento individualizado de cada paciente, integrando estratégias clínicas que visam aliviar sintomas, melhorar a circulação, reduzir o desconforto e preservar a qualidade de vida. O cuidado é sempre personalizado, baseado em ciência, escuta atenta e foco no bem-estar global da paciente.

A obstrução do fluxo de sangue dentro de uma veia por um trombo (sangue na forma sólida) caracteriza a trombose venosa. Em geral esse problema acontece por alteração na consistência do sangue, na velocidade de fluxo dele dentro do vaso ou por lesões diretas na parede da veia. Tais situações podem ser encontradas em pacientes acamados, imobilizados, submetidos a cirurgias longas, pacientes que receberam medicações endovenosas, que sofreram algum traumatismo nos membros, que tiveram infecções graves, doenças do sangue, pacientes com câncer ou em tratamentos oncológicos, gestantes ou pacientes em uso de hormônios, etc. A trombose venosa pode causar inchaços, normalmente acometendo apenas um dos membros, de forma súbita, com piora progressiva, sem melhora com o repouso, acompanhado de dor no membro, podendo ter surgimento de vasos mais evidentes sob a pele e alterações na cor do membro, que pode ficar mais avermelhado ou azulado. No entanto, alguns pacientes não apresentam nenhum sintoma desses e a suspeita deve ser feita quando existe a presença de algum dos fatores de risco já mencionados anteriormente. Seu diagnóstico e tratamento são importantes pois, na fase aguda, existe um risco do trombo/coágulo se desprender da veia e migrar para os vasos do pulmão, causando a temida embolia pulmonar, que pode ser fatal. Na fase tardia, a trombose pode evoluir com um quadro chamado Síndrome pós-trombótica, com aparecimento de inchaço, varizes, escurecimento da pele da perna, alterações na espessura da pele e até surgimento de úlceras de difícil cicatrização. O tratamento, na maioria das vezes, é feito em casa com medicações orais denominadas anticoagulantes a fim de evitar o aumento dos coágulos e facilitar a estabilização dos mesmos. Além disso, o uso de meias elásticas de compressão, orientações quanto a correta execução de atividades físicas e cuidados com a pele são fundamentais para uma boa evolução e qualidade de vida!

As causas de dores nas pernas são inúmeras e uma das mais frequentes é a doença venosa (Insuficiência Venosa Crônica). A compreensão dos hábitos de vida de cada paciente, do seu histórico de saúde e comorbidades atuais, bem como um exame físico e ultrassonográfico com doppler detalhado permitem a diferenciação do diagnóstico e a proposta de tratamentos eficazes e possíveis de serem realizados no dia-a-dia de cada um.

Os equipamentos de realidade aumentada iluminam a área de interesse na pele com uma luz infravermelha inofensiva que, devido às suas características, é absorvida pelo sangue . Por causa dessa absorção, uma ”imagem” da posição do vaso pode ser representada na pele da área onde há a maior concentração de sangue (no caso, as veias). Essa representação facilita identificarmos veias nutridoras de vasinhos e telangiectasias, não visíveis a olho nu por estarem sob a pele e não identificadas ao ultrassom por serem muito superficiais e pequenas para serem definidas pela tecnologia ultrassonográfica.

A adequada visualização dessas veias nutridoras facilita a sua punção durante o tratamento, permitindo a identificação do vaso e acompanhamento em tempo real da injeção das substâncias esclerosantes em sua luz, levando a melhor precisão na punção, menor quantidade de punções e mais eficácia no tratamento. Permite, junto com a associação de exame físico adequado e utilização do ultrassom doppler, que todas as veias envolvidas no quadro apresentado por cada paciente sejam tratadas adequadamente.

Outra utilidade da realidade aumentada é facilitar a marcação das veias a serem retiradas nos procedimentos cirúrgicos de tratamento de varizes. Essa tecnologia permite que as incisões sejam feitas com exatidão, minimizando sangramentos, hematomas e cicatrizes, com recuperação mais rápida e excelentes resultados estéticos e funcionais da cirurgia.